Douglas Oliveira respondeu às críticas de Marcos Duarte em vídeo e acusou o governo estadual de “pressão e opressão” contra prefeitos
O embate político entre a Prefeitura de Carmolândia e o Governo do Tocantins ganhou um novo capítulo na noite desta quarta-feira (5). Após ser acusado pelo secretário estadual da Administração, Marcos Duarte, de fazer declarações “mentirosas” contra o governador Laurez Moreira, o prefeito Douglas Oliveira divulgou um vídeo nas redes sociais rebatendo as críticas e elevando o tom da discussão.
Na gravação, o gestor classificou como “esdrúxula” a fala do secretário e negou qualquer motivação política em suas declarações. “Não estamos em período eleitoral e não temos adversários políticos. Nossos verdadeiros adversários são a fome, a falta de educação, saúde, estradas e moradia para o nosso povo”, afirmou Douglas.
O prefeito também declarou que o episódio confirma, segundo ele, uma postura autoritária por parte do governo estadual. “Esse atual governo é o governo da divisão, da pressão e da opressão. O senhor [secretário] foi infeliz e se posicionou de forma equivocada”, disparou.
Douglas Oliveira contou ainda que, em uma conversa anterior, Marcos Duarte teria reconhecido que o governador estava errado sobre uma situação envolvendo o município. “Quando saí indignado do Palácio, relatei tudo a ele, que me respondeu: ‘o governador está errado, deixa comigo’. Agora, o mesmo secretário usa um veículo de comunicação para me chamar de mentiroso”, reclamou.
O prefeito, que está em Brasília em busca de recursos, anunciou que pretende registrar uma denúncia na Polícia Federal assim que retornar ao Tocantins. “Assim que eu pisar em solo tocantinense, irei à PF denunciar o que está acontecendo de pressão e opressão do atual governo contra os prefeitos. Isso não pode existir e nós não iremos aceitar”, declarou.
A polêmica teve início após Douglas afirmar publicamente que o governo teria condicionado a liberação de recursos de um convênio à sua manifestação de apoio político — acusação negada por Duarte, que classificou as declarações como falsas e sem fundamento.

