Vereador se posiciona contra compras fora do Estado e cobra valorização da economia de Palmas
Durante a sessão desta terça-feira, 19 de agosto, na Câmara Municipal de Palmas, o vereador Carlos Amastha (PSB) fez duras críticas à Medida Provisória editada pelo município que altera as regras para aquisição da merenda escolar. Amastha demonstrou indignação com a possibilidade de compra de alimentos fora do Tocantins e defendeu com veemência os produtores locais.
“Ontem eu tive que ouvir um secretário me dizer que estávamos entrando na onda moderna… que a ‘onda moderna’ era comprar os produtos em Goiás para a nossa merenda. Isso é um absurdo!”, disparou o parlamentar.
Segundo Amastha, a proposta da MP prejudica diretamente a economia popular e ignora a importância da geração de emprego e renda dentro do próprio município.
“Essa MP vai contra as finanças do município e contra o mais importante: geração de emprego e renda em Palmas. Nós temos que fazer com que o homem do agro se sinta bem assistido”, reforçou.
O vereador também questionou os valores envolvidos na aquisição dos alimentos fora do Estado.
“Se esses R$ 0,70 centavos fecham dois reais, agora gastar 9, 10 reais… gente, isso é um absurdo!”, criticou.
Prefeitura defende mudanças
A Prefeitura de Palmas, por sua vez, defende que a Medida Provisória visa aperfeiçoar o processo de aquisição da merenda escolar, atendendo a exigências legais e técnicas de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas. O município afirma que continua empenhado em fortalecer a agricultura familiar e que está abrindo novos editais com foco nos produtores locais.
A fala de Amastha, no entanto, reacende o debate sobre o equilíbrio entre regularidade jurídica e o fortalecimento da economia local — especialmente em um setor tão sensível como a alimentação escolar.


