Celebração religiosa foi marcada por homenagens, discursos históricos e anúncio da construção de um memorial na Serra do Carmo
Uma cerimônia marcada pela emoção, pelas lembranças e pela reverência ao legado de um dos maiores líderes da história do Tocantins. Assim foi a missa em memória do ex-governador Siqueira Campos, realizada nesta sexta-feira, 01°, em Palmas. Celebrada pelo Frei Felisberto, a missa reuniu autoridades, amigos, familiares e admiradores do fundador do Estado, que relembraram sua trajetória política, sua fé e o sonho que deu origem à capital e ao Tocantins.
“Vim pra cá em 88, quando o Estado foi criado, e ainda não existia a cidade de Palmas. Se aqui é um museu histórico, eu quero também me colocar nessa história”, afirmou Frei Felisberto durante a homilia, conduzida com sensibilidade e profundidade, em um momento de conexão entre fé e história.
Após a missa, uma série de homenagens foi realizada. Dois vídeos emocionantes foram exibidos — um produzido pelos Amigos do Palacinho e outro pela Prefeitura de Palmas. Em seguida, lideranças políticas e históricas do Tocantins fizeram discursos em tributo a Siqueira Campos.
Discursos que ecoaram história e emoção
O ex-vice-governador Darcí Coelho, uma das figuras mais próximas de Siqueira Campos na fundação do Estado, falou sobre a coragem e o espírito visionário do líder. “Eu tive o privilégio de ser testemunha desse processo. Sua coragem para tomar decisões, sua tenacidade frente aos desafios e obstáculos sejam sempre lembrados”.

O atual vice-governador, Laurez Moreira, e o ex-deputado federal Vicentinho também prestaram suas homenagens, assim como o presidente da Associação Amigos do Palacinho, conselheiro Wagner Praxedes, que anunciou o lançamento de um movimento para a construção do Memorial Siqueira Campos, na Serra do Carmo, ao lado do monumento do Cristo Redentor. “Esse será um presente dos tocantinenses ao ex-governador. Um gesto de gratidão eterna àquele que sonhou e realizou.”
Em um dos momentos mais emocionantes da manhã, o prefeito de Palmas e filho de Siqueira, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), relembrou sua infância ao lado do pai, evocando memórias afetivas da fundação do Tocantins. “Estou emocionado. Aqui está um dos netos, acho que foi o último que ele carregou no colo. E aqui está também um dos passageiros da carroceria do caminhão, comigo e com os outros. Éramos seis. O Júnior, meu irmão mais velho, e outras irmãs… Eu queria dizer que todos nós que estivemos ali naquele momento em que um caminhoneiro buscava um sonho — sonho entregue, temos convicção, pelo Divino Espírito Santo — guardamos aquela lembrança com muito orgulho. O meu parque de diversões, os meus sonhos de criança e tudo mais que você inoculou em mim com tantos ensinamentos estão guardados naquela carroceria de caminhão, meu pai. É grande o nosso orgulho por ter vivido isso”.

Música, memória e futuro
Encerrando as homenagens, o cantor e servidor público Relmivan Milhomem entoou o Hino do Tocantins, seguido da apresentação da Canção de Amor a Palmas, ao lado do artista Dorivã. A canção foi um tributo à cidade-sonho que se tornou realidade pelas mãos de Siqueira Campos.
Mais que uma cerimônia religiosa, a missa foi um encontro de gerações, um tributo coletivo a quem dedicou a vida à criação e construção do Tocantins. Entre memórias e promessas, ficou a certeza de que o legado de Siqueira continua vivo, não apenas nos monumentos ou nomes de ruas, mas na história viva de um povo que ainda caminha sob a força de sua visão.

