Ministro Zanin está fora do país e Supremo permanece em recesso até o fim do mês
O prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), completa nesta sexta-feira, 04, sua primeira semana de detenção preventiva. Desde que foi detido pela Polícia Federal (PF) na Operação Sisamnes, ele está recolhido no Quartel do Comando-Geral (QCG) da Polícia Militar, em Palmas, sem previsão de liberdade.
Enquanto o cenário jurídico segue travado no recesso do Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa voltou a se manifestar publicamente e questiona os fundamentos da prisão preventiva.
Defesa contesta acusação de acesso privilegiado
Em declaração à Gazeta do Cerrado, o advogado de Eduardo, Juvenal Klayber, criticou o argumento de que seu cliente teria tido acesso a informações privilegiadas sobre a investigação.
“De tudo isso há apenas uma indagação: meu cliente está sendo acusado de informações privilegiadas que, ao seu tempo, irão ser provadas como inexistentes. Como que alguém possui informações privilegiadas de um processo que tramita em segredo de justiça antes de, sequer, ser dado ciência aos advogados constituídos? Crime também? Como pode?”, questionou o defensor na noite desta quinta-feira, 03.
A alegação gira em torno de um suposto vazamento de informações antes da operação ser deflagrada, tese que a defesa considera improcedente e sem provas.
STF em recesso e PGR ainda não se manifestou
O habeas corpus solicitado pelos advogados ainda não foi analisado. O caso está sob responsabilidade do ministro Cristiano Zanin, que está fora do país. Com o STF em recesso até o dia 31 de julho, não há previsão de quando a decisão será proferida.
Além disso, o pedido de revogação da detenção preventiva depende do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou.
Prefeitura sob comando interino
Enquanto Eduardo segue detido preventivamente, a Prefeitura de Palmas está sob responsabilidade do prefeito interino Carlos Velozo (Agir), que assumiu o comando da cidade no último sábado, 29. Desde então, ele vem promovendo mudanças em cargos estratégicos, reorganizando a equipe e reafirmando sua autonomia administrativa.
Em declaração recente, Velozo disse que está comprometido com a estabilidade institucional e com a continuidade dos serviços públicos, mesmo diante da crise.


