Ministro Zanin está fora do país, e defesa do prefeito afastado aguarda manifestação da PGR sobre pedido de revogação da prisão preventiva
A quinta-feira, 3, amanheceu em Palmas sem respostas sobre o futuro político do prefeito afastado Eduardo Siqueira Campos (Podemos). Preso há quase uma semana durante a Operação Sisamnes, o prefeito segue detido no quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, enquanto sua defesa aguarda a análise do pedido de revogação da prisão preventiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O problema é o tempo. Com o STF em recesso e o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, em viagem a Portugal, a expectativa de uma decisão ainda nesta semana se torna cada vez mais distante. E além da ausência do relator, há a possibilidade de o caso ser redistribuído para a Segunda Turma da Corte, o que pode alongar ainda mais o trâmite judicial.
Defesa aguarda parecer da PGR
De acordo com o advogado de Eduardo, Juvenal Klayber, o processo corre em segredo de Justiça e os pedidos apresentados pela defesa estão sendo analisados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “Esperamos uma decisão a qualquer momento”, disse em entrevista anterior.
Enquanto a análise do caso não avança no STF, a detenção de Eduardo segue respaldada dentro do prazo legal da prisão preventiva.
Prefeitura segue sob comando de Carlos Velozo
Enquanto a decisão judicial não vem, a gestão municipal segue sob responsabilidade do prefeito interino Carlos Velozo (Agir), que assumiu o cargo no último sábado, 29. Em coletiva realizada na quarta-feira, 2, Velozo afirmou que tem “autonomia total” para conduzir a administração e que continuará com as entregas previstas, como a inauguração da Praça Brasília, no Aureny I ocorrida na noite dessa quarta, 2.
Ele também afugentou rumores sobre possíveis articulações para um processo de impeachment e afirmou que não pretende “desconstruir o que não existe”.

