Mudanças foram oficializadas nesta terça-feira (1º) e sinalizam reconfiguração política na gestão de Palmas
O prefeito em exercício de Palmas, Carlos Velozo (Agir), oficializou nesta terça-feira (1º) as exonerações de dois dos principais aliados do prefeito afastado Eduardo Siqueira Campos (Podemos): o secretário-chefe de gabinete Carlos Júnior e o procurador-geral do município Renato Oliveira. As decisões foram publicadas no Diário Oficial do Município nº 3.743, disponível neste link.
As exonerações foram anunciadas poucas horas depois de Velozo visitar Eduardo Siqueira, que está preso no quartel do Comando-Geral da PM desde sexta-feira (28), no âmbito da nova fase da Operação Sisamnes. Durante o encontro, Velozo orou com o prefeito afastado, demonstrando respeito e solidariedade pessoal. No entanto, ao retornar, comunicou que por orientação do partido Agir, promoveria mudanças estratégicas na equipe.
Substituições já foram nomeadas
No mesmo Diário Oficial, foram oficializadas as nomeações de:
- Fábio Bernardino da Silva para o cargo de chefe de gabinete do prefeito;
- Priscila Alencar Veríssimo de Souza como a nova procuradora-geral do município.
Ambas as nomeações sinalizam o início de uma reconfiguração administrativa dentro da gestão, que até então vinha mantendo a linha política de Eduardo Siqueira.
Discurso de continuidade em xeque
As demissões chamaram atenção por acontecerem um dia após Velozo declarar publicamente, em reunião com o secretariado, que não haveria mudanças na equipe. A ruptura no discurso foi questionada por Carlos Júnior, que divulgou uma nota criticando a mudança repentina de postura e sugerindo fragilidade na coalizão política que venceu as eleições.
“Fato é que a prática contradiz o discurso e, em muito pouco tempo, levanta dúvidas sobre a solidez de uma aliança política vitoriosa”, escreveu Júnior.
Tensões internas e próximos passos
A movimentação de Velozo levanta especulações sobre uma possível ruptura entre Agir e Podemos, além de dúvidas sobre o futuro dos demais secretários indicados por Eduardo. A expectativa agora gira em torno dos próximos atos do prefeito interino e da reação política de aliados do titular afastado.
Enquanto isso, o clima na capital é de incerteza: Eduardo Siqueira segue preso, a gestão passa por ajustes e a população acompanha os desdobramentos de uma crise política que ainda está longe do fim.

