A semana começa com os olhos voltados para Brasília, onde o STF pode dar uma resposta à petição da defesa
O fim de semana foi marcado por movimentações intensas no cenário político e jurídico do Tocantins após a prisão do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), na última sexta-feira, 27. A ação integra a décima fase da Operação Sisamnes, da Polícia Federal, que investiga o vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A prisão foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e envolve ainda o advogado Antônio Ianowich e o policial civil Marco Augusto Albernaz, suspeitos de integrar um esquema de acesso ilegal a decisões judiciais e operações da Polícia Federal.
Entenda
Segundo as investigações, Eduardo teria recebido, com antecedência, dados estratégicos sobre pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR), mandados e decisões que deveriam estar sob sigilo. As autoridades também apuram se houve participação de um servidor lotado no gabinete de um ministro do STJ, o que elevaria a gravidade do caso para o âmbito do Supremo. Parte do material recolhido na operação, como celulares e computadores.
Defesa contesta prisão e prepara recursos
A defesa de Eduardo Siqueira nega qualquer envolvimento com irregularidades e classifica a prisão como “medida extrema”. A equipe jurídica atua neste início de semana para apresentar pedido de revogação da prisão preventiva e afirma que as conversas com seu advogado também investigado tratavam de estratégias legais, sem qualquer conduta ilícita.
“Eduardo jamais teve fonte no STJ”, afirmou uma nota da defesa publicada no fim de semana. A expectativa é de que o Supremo analise nos próximos dias o pedido de liberdade, enquanto o prefeito permanece afastado do cargo.
Clima de comoção e mobilização política
Nas redes sociais e nos bastidores da política local, o clima é de tensão e divisão. Enquanto aliados cobram cautela e classificam a prisão como injusta, opositores avaliam o impacto do caso nas eleições municipais de outubro. A esposa do prefeito, Polyana Siqueira, se manifestou nas redes dizendo que “o sentimento de tristeza está sendo substituído por união e verdade”.
O que esperar nos próximos dias
A semana começa com os olhos voltados para Brasília, onde o STF pode dar uma resposta à petição da defesa. No plano local, a Câmara de Palmas e o governo estadual acompanham com cautela os desdobramentos do caso. Enquanto isso, a PF segue apurando se há outros envolvidos no esquema de vazamento.
A Redação de O Jornal segue acompanhando o caso de perto e trará atualizações assim que novas informações forem confirmadas.

