22 anos de prisão. Esta foi a pena imposta pelo Júri ao mandante do assassinato de Elvisley Costa

O réu também deverá pagar uma indenização de R$ 100 mil para a família da vítima.

Publicado em: 28/11/2023 09:59:00

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Foto: Divulgação - Bruno Teixeira deverá cumprir pena em regime fechado


Após uma longa sessão de julgamento que teve início na manhã da segunda-feira, 27, e concluída na madrugada desta terça-feira, 28, o Tribunal do Júri considerou Bruno Teixeira da Cunha, acusado de ser o mandante do assassinato do empresário Elvisley Costa de Lima, culpado e o condenou à pena de 22 anos de prisão, além do pagamento de R$ 100 mil de indenização à família da vítima.

Bruno foi condenado por homicídio duplamente qualificado por emboscada, dificultando a defesa da vítima. Ele ainda pode recorrer da sentença, mas deverá permanecer preso.


O juiz levou em conta o fato de que o réu foi considerado foragido por mais de um ano durante o processo e acabou sendo preso em Balneário Camboriú (SC). "O condenado Bruno Teixeira da Cunha não poderá apelar em liberdade, porque permanecem hígidas as razões que ensejaram sua decretação", diz trecho da decisão do juiz Cledson José Dias Nunes. 

Investigações da polícia civil apontaram que o assassinato de Elvisley foi encomendado por Bruno Teixeira pelo valor de R$ 25 mil, pagos adiantado a Gilberto Carvalho, executor dos disparos que matou o empresário. Gilberto foi julgado em fevereiro do ano passado e condenado igualmente à pena de 22 anos de prisão. 

Relebrando o caso


O empresário Elvisley Costa de Lima, de 54 anos, foi baleado dentro da própria caminhonete, no dia 24 de janeiro de 2020. A assessoria dos Bombeiros confirmou que a vítima levou pelo menos três tiros no peito.


Câmeras de segurança de um restaurante flagraram o momento em que o empresário foi baleado. O vídeo mostra que o criminoso estacionou a motocicleta na passagem entre a avenida e a parte interna da quadra 704 Sul, ele desce e caminha até o veículo estacionado.

O homem chega sorrateiramente e faz os disparos contra o vidro ainda fechado. Ele não tirou o capacete em nenhum momento. Logo depois, o criminoso volta para onde a motocicleta ficou estacionada e foge. Conforme relata a PC, “a moto usada por ele está no contra luz e não é possível ter certeza da cor”.

O vídeo também mostra que o outro homem, que seria Bruno, estava no carro. Após os disparos, ele sai do veículo.

Prisão de Bruno

Bruno Teixeira foi preso em outubro de 2021, após ficar um ano e meio foragido. Ele foi capturado no momento em que estava no consultório de um dentista em Balneário Camboriú, cidade vizinha à Itajaí. A operação de transferência começou no dia 21 de novembro, quando ele foi levado primeiro a um presídio em Florianópolis, de onde foi recambiado para o Tocantins no dia seguinte.

No ano passado, uma investigação da Polícia Civil do Tocantins revelou que Bruno Teixeira usou um celular institucional da Casa de Prisão Provisória de Palmas para fazer ligações e enviar mensagens em tom ameaçador para conhecidos. O aparelho havia sido disponibilizado pela CPP para que detentos falassem com advogados durante a pandemia e não poderia ser utilizado para contatar outras pessoas.

A informação consta em um relatório de cinco páginas assinado por agentes da Delegacia de Homicídios de Palmas. O documento traz trechos de um Boletim de Ocorrência onde um sócio de Bruno alega que estaria sendo ameaçado de morte depois de desfazer um acordo porque os cheques do preso não tinham fundos.