*Por Joana Castro
O cenário político do Tocantins ganhou novos contornos nesta semana após uma dura declaração da ex-senadora Kátia Abreu contra o governador Wanderley Barbosa. Em publicação nas redes sociais, Kátia afirmou: “Lugar de WB não é no Palácio Araguaia. É só uma questão de tempo e ele vai ver onde será seu gabinete permanente. Vai ver onde é o lugar de meliante corrupto. Laurez vai ocupar o seu lugar de direito quando a justiça do Brasil e de Deus agir”.
Reação no Palácio Araguaia
A fala repercutiu fortemente nos bastidores e levou o governador Wanderley Barbosa a responder de forma gutural em discurso público. Barbosa, visivelmente irritado, classificou as palavras como ofensivas e injustas, reafirmando sua legitimidade no cargo e destacando que continuará conduzindo o governo com respaldo institucional e político. O governador também ressaltou que não aceitará ataques pessoais e que sua gestão seguirá pautada em compromissos com a população tocantinense.
O episódio evidencia uma clara subida de tom no embate político estadual. Até então, as disputas vinham se concentrando em articulações de bastidores sobre a sucessão ao governo, envolvendo nomes como o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, e a senadora Professora Dorinha Seabra. A entrada de Kátia Abreu com críticas contundentes e a resposta direta de Wanderley Barbosa elevam o nível da tensão e ampliam a polarização no debate político.
Impacto nas articulações e postagem de Laurez
Analistas apontam que a troca de declarações pode influenciar o ritmo das negociações em torno da candidatura apoiada pelo Palácio Araguaia. Enquanto Dorinha busca consolidar apoio entre deputados governistas, Amélio Cayres mantém sua força política dentro da Assembleia. A intervenção de Kátia Abreu, somada à reação firme de Barbosa, adiciona um novo elemento à disputa, reforçando que o processo sucessório no Tocantins está longe de ser pacífico.
E o dia terminou com uma postagem de Laurez Moreira em suas redes sociais, seguindo a mesma “elevação de tom”, com, digamos, uma produção cuidadosa: sob pouca luz, em uma espécie de “penumbra”, e sob o título de “isto não é sobre mim”, Laurez afirma que não é “a Polícia Federal, a Polícia Civil, o STJ, a Procuradoria Geral da República, o STF” e que já está cansado de ser chamado de conspirador e traidor.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…
“É, pois é. É isso aí”. (SWR)

