O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar, em sessão virtual extraordinária da 2ª Turma, a liminar que reconduziu Wanderlei Barbosa ao cargo de governador do Tocantins. A decisão que está em julgamento foi concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques e suspendeu o afastamento determinado anteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O julgamento ocorre em ambiente virtual e deve seguir até o fim do prazo estabelecido pelo STF. Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e André Mendonça também participam da análise, que definirá se a decisão monocrática será mantida ou revogada pelo colegiado.
A defesa de Wanderlei já apresentou sustentação oral, reforçando a tese de que não haveria contemporaneidade dos fatos investigados e que o afastamento traria instabilidade administrativa ao Estado. Do outro lado, o processo segue sendo acompanhado por setores que defendem a manutenção das medidas cautelares anteriormente determinadas.
O caso está relacionado às investigações da Operação Fames-19, que apura suspeitas de irregularidades na destinação de recursos públicos para a compra de cestas básicas durante o período da pandemia. O STJ havia determinado o afastamento do governador sob argumento de riscos à investigação.
Caso a liminar seja confirmada, Wanderlei permanecerá no comando do Palácio Araguaia. Se for derrubada, o afastamento volta a ter efeito imediato, o que pode provocar nova mudança no comando do Executivo estadual.
O julgamento é considerado decisivo para o cenário político do Tocantins, que vive um período de instabilidade institucional desde o afastamento do governador e a gestão interina do vice-governador Laurez Moreira.

