O ex-prefeito de Palmas e vereador da capital, Carlos Amastha, protocolou uma manifestação junto à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a manutenção do afastamento do governador Wanderlei Barbosa do comando do Estado. A iniciativa ocorre no âmbito do Habeas Corpus nº 261.215, que concedeu liminar autorizando o retorno do governador ao cargo
De acordo com a petição, Amastha solicita que a liminar não seja referendada pelo colegiado e que seja restabelecida a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia determinado o afastamento no contexto da Operação Fames-19, responsável por apurar suposto esquema de desvio de recursos públicos relacionados à compra de cestas básicas e emendas parlamentares durante a pandemia
Na manifestação, o vereador sustenta que existem indícios de um esquema estruturado de corrupção, com contratos milionários, direcionamento de empresas, lavagem de capitais e ocultação de valores. Ele também aponta possível obstrução de Justiça, citando episódios como a saída da residência oficial às vésperas da operação policial, a existência de cofre oculto, a restauração de aparelho celular e a apreensão de dinheiro em espécie escondido em compartimento falso
Segundo Amastha, o retorno de Wanderlei ao cargo pode comprometer o andamento das investigações e influenciar o processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa, em razão do peso político e institucional do governador.
Na nota apresentada aos ministros, Amastha afirmou que sua iniciativa tem caráter institucional e não pessoal, defendendo que o Tocantins precisa preservar a credibilidade das instituições e garantir que ocupantes de cargos públicos respondam às investigações sem interferências.
O documento foi encaminhado aos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça e ao relator Kassio Nunes Marques e deve ser analisado no julgamento da liminar que permitiu o retorno de Wanderlei Barbosa ao Palácio Araguaia.

