A rede municipal de ensino de Palmas realizou nesta quarta-feira (26) uma paralisação de servidores da educação. O movimento foi aprovado em assembleia no dia 14 de novembro, com a presença de mais de 500 profissionais, e inclui um indicativo de greve caso não haja avanços nas negociações com a gestão municipal.
O ato teve concentração em frente ao Colégio São Francisco, na Avenida Juscelino Kubitschek, de onde os participantes seguiram em caminhada até o Paço Municipal. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), até o fechamento desta matéria cerca de 60 unidades escolares haviam confirmado adesão ao movimento.
A categoria cobra o pagamento da data-base de 2024 e 2025, além do reajuste do piso nacional do magistério. O sindicato afirma que, com a proximidade de janeiro — mês referência para a garantia dos direitos — a prefeitura ainda não apresentou uma proposta efetiva.
O Sintet também declarou que busca diálogo com a gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos), mas que não houve avanços concretos até o momento. Nas redes sociais, profissionais compartilham vídeos e mensagens com frases como: “Se o piso não cumprir, o Eduardo vai cair” e “A progressão enrolou”.
O que diz a Prefeitura
Por meio de nota, a Prefeitura de Palmas afirmou que já atendeu grande parte das demandas apresentadas pela categoria. Segundo o município, progressões horizontal e vertical, titularidade, escolaridade e a implementação do Piso Nacional do Magistério serão pagos já na folha de novembro, prevista para ser creditada na sexta-feira (28), junto com a primeira parcela do 13º salário.
A gestão informou ainda que está marcada para sexta-feira (28) uma reunião com todos os sindicatos para discutir a data-base e uma possível mudança da referência anual de reajuste para setembro — Dia do Servidor Público Municipal.
O Executivo municipal destacou preocupação com a suspensão das aulas, afirmando que o movimento afeta a rotina de milhares de alunos e famílias. A Secretaria Municipal de Educação já foi orientada a organizar a reposição das aulas para assegurar o cumprimento do calendário letivo.
“Respeitamos a luta dos trabalhadores pelos seus direitos, mas reforçamos que a mesa de negociações é o local adequado para a construção de acordos”, diz trecho da nota.

