Laurez Moreira focou seu primeiro mês em planejamento para a redução de gastos
O Tocantins completa nesta sexta-feira, 03, um mês do afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e da primeira-dama Karynne Sotero. A decisão foi tomada pela corte especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou tomou a medida como forma de não atrapalhar as investigações realizadas pela Polícia Federal.
Os dois são suspeitos da participação em organização criminosa que teria desviado recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. Na operação da Polícia Federal, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, formação de organização criminosa e lavagem de capitais.
Mudança no rumo do estado
Nesse período, o vice-governador Laurez Moreira (PSD) assumiu interinamente o comando do estado e tem dado os primeiros sinais de como pretende conduzir a gestão enquanto perdurar os 180 dias de afastamento ou a indefinição jurídica.
A frente do cargo, o político tem anunciado nas redes sociais e confirmado em atos, a nomeação de novos lideres das pastas, além de medidas de contenção de gastos e combate a desperdícios. Segundo ele, o objetivo é “colocar a casa em ordem” sem comprometer serviços essenciais. As ações incluem análise criteriosa de contratos, reavaliação de despesas de custeio e foco na racionalização do uso de recursos públicos.
Caminho jurídico: defesa busca retorno de Wanderlei
Enquanto isso, no campo jurídico, a defesa de Wanderlei segue mobilizada para reverter o afastamento. Um habeas corpus apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) busca o retorno imediato do governador ao cargo.
Mesmo afastado, Wanderlei mantém presença nas redes sociais, agradecendo manifestações de apoio de prefeitos e lideranças políticas do interior. Vídeos de aliados e a hashtag #VoltaLelei reforçam a pressão de sua base política pelo retorno.
O que está em jogo
O futuro político do Tocantins, neste momento, depende principalmente da decisão do STF sobre o habeas corpus de Wanderlei. Enquanto isso, Laurez tenta imprimir sua marca como gestor interino, apostando na narrativa de austeridade e eficiência administrativa.

