Mobilização ocorreu em cerca de 50 cidades; Sintet cobra envio imediato do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) à Assembleia Legislativa
Os profissionais da rede estadual de educação paralisaram as atividades escolares nesta quarta-feira (1º/10) em todo o Tocantins. O movimento, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), cobra do governo o envio imediato do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para votação na Assembleia Legislativa.
Segundo o Sintet, a paralisação teve registros de mobilizações em cerca de 50 cidades e resultou na suspensão das aulas em mais de 50% das escolas estaduais. Grandes atos públicos ocorreram em municípios como Palmas, Araguaína, Gurupi, Paraíso, Porto Nacional, Colinas, Tocantinópolis, Augustinópolis, Miracema, Taguatinga, Dianópolis, entre outros.
Na terça-feira (30), representantes do Sintet se reuniram com a Casa Civil, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Secretaria de Educação (Seduc). O objetivo era definir uma data para envio do PCCR à Assembleia Legislativa, mas o governo informou que o projeto ainda está em análise. Extraoficialmente, foi cogitada uma nova reunião no próximo dia 6 de outubro, mas sem confirmação oficial.
“Essa paralisação é necessária para mostrar que a educação precisa ser prioridade. O nosso plano de carreira está esquecido e a categoria segue sendo uma das menos valorizadas, mesmo sendo responsável por formar todos os demais profissionais. Queremos reconhecimento, condições dignas e um salário compatível com a importância do nosso trabalho”, afirmou um professor da rede estadual durante ato em Palmas.
Categoria cobra valorização
De acordo com o presidente do Sintet, José Roque Santiago, os professores aguardam há mais de um ano pela aprovação do PCCR. Ele lembra que a última reformulação da lei ocorreu em 2014, e que a atualização da carreira é considerada urgente. “O governo está sendo cobrado porque não dá mais para esperar. O estado está enquadrado, tem orçamento, e queremos que o projeto do plano de carreira seja enviado à Assembleia Legislativa”, reforçou.
A presidente regional do Sintet em Palmas, Rose Marques, também destacou a insatisfação da categoria: “Não adianta o governo pedir paciência. Não dá mais para protelar essa aprovação.”
Próximos passos
Durante o ato público em Palmas, o Sintet anunciou novas manifestações para o próximo 15 de outubro, Dia do Professor, caso não haja avanço nas negociações. Para a categoria, a reunião da próxima segunda-feira (6) será determinante para avaliar os rumos da mobilização.





