Deputados federais Ricardo Ayres, Antônio Andrade, Eli Borges e Tiago Dimas confirmaram voto favorável; proposta será votada nesta quarta (1º) na Câmara
A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (1º) o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil mensais. A medida, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também prevê a taxação de dividendos e compensações a estados e municípios.
Dos oito deputados federais que representam o Tocantins em Brasília, quatro já confirmaram ao Jornal Opção Tocantins que votarão a favor da proposta: Ricardo Ayres (Republicanos), Antônio Andrade (Republicanos), Eli Borges (PL) e Tiago Dimas (Podemos). Não responderam Filipe Martins (PL), Carlos Gaguim (União Brasil), Alexandre Guimarães e Vicentinho Júnior (PP).
O que dizem os parlamentares
Em suas redes sociais, Ricardo Ayres declarou que apoiará a isenção até R$ 5 mil e a redução parcial do imposto para rendas de até R$ 7.350. “Essa medida alivia o bolso dos trabalhadores e garante justiça tributária, com compensação feita junto àqueles que recebem mais de R$ 1,2 milhão por ano”, afirmou.
Tiago Dimas também destacou o impacto da proposta: “O Congresso Nacional precisa focar em matérias como essa. Isentar a maioria da população é algo altamente positivo. Meu voto obviamente será favorável e estou pronto para contribuir no debate deste tema.”
Antônio Andrade avaliou que a medida terá reflexo direto na economia. “Alivia o bolso dos trabalhadores e fortalece a economia ao aumentar o poder de compra das famílias, estimular o consumo e impulsionar o desenvolvimento econômico.”
Já Eli Borges reforçou que a correção da tabela do IR é um ajuste que deveria ter sido feito há muito tempo. “Quando se fala em R$ 5 mil, trata-se apenas de justiça fiscal, e ainda está aquém do que deveria ser. O problema maior do Brasil é a política de gastos do governo e não apenas o imposto de renda”, disse.
Disputa entre Câmara e Senado
Embora a votação desta quarta-feira seja na Câmara, a proposta mais avançada em termos técnicos está no Senado, relatada por Renan Calheiros (MDB-AL). Ela prevê isenção até R$ 4.900 e descontos para quem ganha até R$ 7.350, além de um cronograma detalhado de compensações a estados e municípios.
O texto em análise na Câmara, relatado por Arthur Lira (PP-AL), amplia a isenção até R$ 5 mil e cria descontos escalonados até R$ 7 mil a partir de 2026. Também inclui:
- tributação de dividendos acima de R$ 50 mil mensais (10%);
- piso mínimo de tributação para altas rendas;
- compensações a estados e municípios, mas de forma genérica.
Especialistas avaliam que, apesar do avanço técnico da versão do Senado, o peso político favorece a votação do texto do governo na Câmara. Se aprovado, seguirá para análise dos senadores.

