Laurez Moreira anuncia trocas estratégicas; Ageto sofre cortes massivos e governo interino reforça gestão com novos nomes
O governo interino do Tocantins, sob comando de Laurez Moreira, fez nesta sexta-feira (19) mais uma rodada de mudanças no seu primeiro escalão, conforme publicação no Diário Oficial do Estado (edição nº 6.902). As movimentações envolvem nomeações importantes, exonerações em massa e alteração do comando de pastas-chave como Procuradoria-Geral, Ageto e Assuntos Institucionais.
Principais nomeações
- – Nivair Vieira Borges assume como Procurador-Geral do Estado, substituindo Josué Pereira de Amorim, que solicitou exoneração do cargo.
- – Eduardo dos Santos Sobrinho é nomeado Secretário de Estado de Assuntos Institucionais, pasta voltada ao alinhamento entre governo, órgãos públicos e parcerias estratégicas.
- – Otoniel Andrade Costa passa a ocupar o cargo de Vice-Presidente Executivo da Ageto (Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura), reafirmando mudanças políticas na estrutura de infraestrutura do Estado.
- Exonerações em massa e impacto
- Além dessas nomeações, o Diário Oficial traz exonerações extensas em várias pastas estaduais. A Ageto foi particularmente afetada, com quase 80 cargos comissionados cortados apenas nessa agência.
Outros órgãos com cortes expressivos incluem o Detran, Naturatins, ATR (Agência Tocantinense de Regulação e fiscalização), e o Ruraltins. As medidas passam a vigorar a partir de 20 de setembro de 2025. O que isso indica?
1. Reestruturação administrativa agressiva: essas demissões e nomeações sugerem uma reorganização profunda da máquina pública, com substituições de pessoas comissionadas para ajustar a gestão interina.
2. Reforço político: ao colocar aliados ou figuras de destaque em cargos estratégicos (como Eduardo Sobrinho em Assuntos Institucionais e Otoniel na Ageto), o governo busca garantir apoio político e operacional.
3. Desafios operacionais: cortes em cargos de confiança, especialmente em órgãos com grande carga de responsabilidade técnica como Ageto, podem gerar lacunas na execução de obras, fiscalização e serviços à população.

