Pesquisa do IFTO aponta recuo de 6,46% no mês de agosto; Porto Nacional segue tendência, enquanto Gurupi registra alta nos preços
O bolso do consumidor palmense ganhou um alívio em agosto. Segundo pesquisa do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (NAEPE), vinculado ao Instituto Federal do Tocantins (IFTO), a Cesta Básica na capital teve queda de 6,46%, o maior recuo em mais de três anos. O preço caiu para R$ 674,64, valor próximo ao patamar do ano passado, quando fechou em R$ 689,65.
“É uma taxa expressiva e reflete tanto o que vem acontecendo no cenário nacional quanto uma configuração regional dos preços dos alimentos”, destaca o economista Autenir Carvalho, professor do IFTO e diretor-geral do NAEPE.
Em Palmas, os produtos que mais caíram de preço foram: tomate (-40,1%), arroz (-5,8%), café e farinha de mandioca (-4,5%), carne (-3,6%) e açúcar (-3,4%). Já as altas ficaram por conta da banana (+20,3%), (+3,9%) e margarina (+0,5%). Outro ponto importante é que a queda foi sentida de forma geral: entre mais de 20 locais pesquisados, apenas dois registraram aumento no valor da Cesta Básica.
A pesquisa, que acompanha os preços em Porto Nacional desde 2019, passou a incluir também Gurupi, ampliando o estudo. Em Porto, os resultados foram bem parecidos com os de Palmas, com queda de 2,2% e aumento nos mesmos produtos. Já em Gurupi, houve alta de 3,64% em agosto, explicada pelo comportamento específico do mercado no sul do estado. “Apesar da divergência pontual em Gurupi, os resultados de Porto Nacional convergiram totalmente com os de Palmas. Isso mostra que a tendência de queda no preço dos alimentos, além de alinhada ao cenário nacional, não ficou restrita à capital”, ressalta Carvalho.
Mínimo Necessário
Com a queda nos preços da Cesta Básica, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas em Palmas diminuiu de R$ 6.059,23 em julho para R$ 5.667,66 em agosto. Outro dado relevante é que, pela primeira vez em 2025, o trabalhador que recebe um salário-mínimo precisou de menos de 100 horas de trabalho para comprar a cesta: foram 97 horas e 48 minutos.
NAEPE
Com a inclusão de Gurupi, o levantamento ganha mais alcance e reforça o compromisso do IFTO e dos pesquisadores em oferecer informações confiáveis à população. Agora presente em Palmas, Porto Nacional e Gurupi, o NAEPE traz um retrato mais completo sobre o comportamento dos preços da alimentação em diferentes regiões do Tocantins. A pesquisa conta com apoio do Ministério Público do Tocantins (MPTO), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT), da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO) e do Conselho Regional de Economia do Tocantins (Corecon-TO). Os resultados detalhados estão disponíveis no site e no Instagram.

