Um mês após o primeiro caso confirmado em Colinas, SES-TO segue exigindo atenção redobrada
Nesta sexta-feira, 22 de agosto, o Tocantins completa um mês desde a confirmação do primeiro caso de sarampo no estado, identificado no município de Campos Lindos. Desde então, o número de notificações vem crescendo, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades de saúde.
Segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), já são 60 casos notificados, com 19 confirmados, 30 descartados e 11 ainda em investigação. O município de Campos Lindos concentra a maioria dos casos confirmados, com 19 ocorrências, enquanto as demais notificações estão distribuídas entre Palmas (16), Araguaína (8), Porto Nacional (5), Gurupi (3), Nova Olinda (1), Filadélfia (1), Oliveira de Fátima (1) e Carmolândia (1).
Conforme a SES-TO, todos os pacientes têm histórico de contato com pessoas que viajaram para países onde o vírus ainda circula ativamente, não estavam vacinados e apresentaram os sintomas clássicos da doença. Os casos estão sendo acompanhados com cuidados domiciliares.
Ações de contenção e reforço da vacinação
Desde o dia 19 de julho, uma equipe da vigilância em saúde da SES está em Campos Lindos, promovendo ações de contenção, incluindo isolamento dos casos confirmados e vacinação de todos os contatos próximos.
Notas técnicas também foram enviadas aos 139 municípios do estado, com orientações às equipes de vigilância epidemiológica e de imunização. De acordo com a Secretaria, as 323 salas de vacinação do Tocantins estão abastecidas com os imunizantes necessários.
Entenda o sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir, espirrar ou respirar. Os principais sintomas incluem:
- Febre alta
- Manchas avermelhadas no corpo
- Tosse
- Coriza
- Conjuntivite
Complicações graves podem ocorrer, como pneumonia, encefalite e até óbito. O período de incubação varia de 7 a 14 dias, e a pessoa pode transmitir o vírus desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas na pele.
Prevenção: vacinação é a principal arma
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo. Ela está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o esquema vacinal varia conforme a idade:
- Crianças de 6 a 11 meses: dose zero (dupla viral)
- 12 meses: 1ª dose (tríplice viral)
- 15 meses a 4 anos e 11 meses: 2ª dose (tetraviral)
- Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses (tríplice viral), se esquema incompleto
- Pessoas de 30 a 59 anos: dose única
- Trabalhadores da saúde: duas doses, independentemente da idade
Isolamento e cuidados também são essenciais
Além da vacinação, o isolamento de casos suspeitos ou confirmados é fundamental para conter a transmissão. A orientação é que a pessoa com sarampo evite sair de casa por pelo menos quatro dias após o surgimento das manchas, principalmente evitando o contato com crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas.
Outras medidas de prevenção incluem:
- Higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel
- Uso de lenços descartáveis
- Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar
- Limpeza de superfícies e objetos
- Distanciamento em locais de atendimento médico
Tratamento
Não há tratamento específico para o sarampo. O manejo é feito com medicamentos que aliviam os sintomas, como febre e dores, e monitoramento dos casos para evitar complicações. A SES-TO reforça que qualquer pessoa com sintomas deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para diagnóstico e orientações médicas.

