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Marcado para 2 de setembro início do julgamento de Bolsonaro na trama golpista

Zanin reservou oito sessões para a análise do caso

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 2 de setembro o início do julgamento da ação penal que tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, todos réus por tentativa de golpe de Estado. 

O julgamento foi marcado para começar às 9h. Zanin reservou oito sessões para a análise do caso, seis delas extraordinárias, ou seja, realizadas em horários fora do previsto para a Primeira Turma. 

Além do 2 de setembro, com uma sessão pela manhã e outra à tarde, as demais sessões estão previstas para ocorrer nos dias 3, 9, 10 e 12 de setembro, conforme cronograma divulgado pela secretaria da Primeira Turma. 

Vão participar do julgamento o relator do caso, Alexandre de Moraes, e mais quatro ministros que compõem a Primeira Turma – Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Como de costume nas análises de mérito e presenciais, o julgamento deve ser inteiramente transmitido pela TV e Rádio Justiça, bem como pelo canal do Supremo na plataforma YouTube. 

Veja quem são os réus do núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro
  • Walter Braga Netto
  • Anderson Torres
  • Augusto Heleno
  • Alexandre Ramagem
  • Almir Garnier
  • Mauro Cid
  • Paulo Sérgio Nogueira

Todos os oito réus do núcleo 1 foram acusados de cinco crimes:

  • organização criminosa armada,
  • golpe de Estado,
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • dano qualificado e
  • deterioração de patrimônio tombado.

Somadas, as penas podem superar os 30 anos de prisão. 

O julgamento final da ação penal contra Bolsonaro foi marcado pouco depois de todas as defesas terem entregado ao Supremo suas alegações finais no caso. O prazo final para isso se encerrou na última quarta-feira, 13. 

Defesas

Com exceção da defesa de Bolsonaro, que chamou a narrativa da PGR de “absurda” e “golpe imaginado”, as demais defesas optaram, em geral, por não contestar a existência de uma trama golpista em si, mas concentraram esforços em desvincular seus clientes de um eventual complô, mesmo que fique provada a existência deste. 

Todos os advogados pediram a absolvição das acusações. (Com informações da ABr)

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