*Por Joana Castro
Em tempos de renovação política e busca por lideranças que dialoguem com a realidade do povo, o vereador Carlos Amastha parece preso a um reflexo distorcido de si mesmo. Após três derrotas consecutivas nas urnas — incluindo uma votação modesta para vereador — Amastha continua a se apresentar como protagonista de feitos que, na prática, não lhe pertencem, mesmo estando em clara posição de coadjuvante no cenário político palmense.
Recentemente, num vídeo postado em uma rede social, o vereador atribuiu a popularidade do atual prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, ao trabalho que ele e Marcílio Ávila teriam realizado na Zeladoria do Município. A afirmação, além de soar desconectada da realidade, revela um traço recorrente em sua trajetória política: o narcisismo.
Amastha já foi prefeito de Palmas, e sua gestão teve momentos de visibilidade. Mas, desde que deixou o cargo sua relação com o eleitorado tem sido marcada pela rejeição simples e cristalina. Três derrotas seguidas não são apenas números — são mensagens claras de que a população busca novos caminhos. Ignorar esse recado e insistir em narrativas de protagonismo é não apenas desrespeitoso com os eleitores, mas também com os que se esforçaram para fazer diferente e que, hoje, são os verdadeiros líderes.
A Zeladoria do Município é, por definição, um serviço público voltado à manutenção da cidade — limpeza, conservação, pequenos reparos. É um trabalho coletivo, técnico e contínuo. Transformá-lo em palco para vaidades políticas é um desserviço, pois sua demanda jamais diminui, portanto está longe de poder ser avaliada e atrelada à desempenho desta ou daquela pessoa.
O reconhecimento da população ao prefeito Eduardo Siqueira Campos vem de uma gestão que, até aqui, tem se mostrado eficiente e conectada com as demandas reais da cidade. Reduzir esse mérito a uma suposta atuação de Amastha e sua criatura é, no mínimo, arrogante.
O narcisismo político não é novidade, mas quando ele se torna o eixo central de um mandato, o resultado é previsível: desconexão, isolamento e irrelevância. Amastha parece mais interessado em manter viva a imagem de um passado que não encontra eco no presente.
Enquanto isso, Palmas segue em frente — com novos líderes, novos desafios e uma população que já deixou claro que quer mais do que discursos autocentrados.
“É, pois é. É isso aí”. (SWR)

