- Publicidade -
InícioEditorialOs 20 dias que mudaram o futuro e as oportunidades perdidas

Os 20 dias que mudaram o futuro e as oportunidades perdidas

*Por Joana Castro

O título deste editorial poderia conter, tranquila e coerentemente, as palavras “de Palmas”. Mas, ao decorrer da transposição das ideias na composição do texto, foi ficando claro que não só Palmas, mas também o Tocantins, tiveram os seus futuros afetados pela decisão monocrática do ministro Cristiano Zanin, do STF, em afastar o prefeito eleito da Capital do estado, por suspeitas de participação em um processo que investiga o vazamento de informações no Superior Tribunal de Justiça – STJ.

O vazamento de informações ocorreu dentro do STJ, onde ninguém foi punido, e viraram assunto por diversos canais. E, eis que um crime cometido nos corredores do STJ, acabou por interferir no futuro de tanta gente, aqui no Tocantins.

Eduardo Siqueira Campos, prefeito eleito de Palmas, em uma eleição que já entrou para a história política de Tocantins pelas circunstâncias sob as quais ocorreu, acabou afastado do cargo por, supostamente, ter acessado as informações que vazaram lá no STJ, depois delas já estarem mais que conhecidas. Não fosse o ministro Cristiano Zanin tomar essa decisão, muita coisa não teria acontecido.

A principal delas, o Pastor Carlos Eduardo Velozo não teria assumido interinamente a Prefeitura de Palmas e iniciado uma “gestão” que mostrou o quanto 20 dias podem afetar tudo o que virá depois que eles passarem.

Pastor Velozo passou, rapidamente, do discurso da continuidade às ações da gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos – elogiada por todos, da população ao meio político – a ações que deixaram todos, pra dizer o mínimo, desconcertados. Para resumir, demitiu os principais secretários nomeados pelo prefeito, nomeando indicados pelos seus berços familiar e religioso, de um grupo empresarial no qual seus berços estão, também, inseridos, e do seu partido, o Agir, criando uma sensação de insegurança política e administrativa aos destinos da Capital do Tocantins, que levou ao afastamento dos grupos políticos que davam sustentação à gestão do prefeito eleito.

Do alto de uma certeza – que só ele tinha – Pastor Velozo, segundo ele próprio, seguiu orientações e desperdiçou todas as oportunidades de se consolidar no meio político de Palmas e do Tocantins, e de fazer o seu partido, finalmente, ser notado no cenário tocantinense.

E quando falamos em certeza, somos obrigados, contextualmente, a indagar as decisões do ministro Cristiano Zanin que, primeiro negou o pedido de prisão de Eduardo Siqueira Campos feito pela Polícia Federal e, depois, a determinou. Agora, dentro do mesmo argumento que usou para negá-la no primeiro momento, o de que as suspeitas não têm ligação com a função política de prefeito, optou pela revogação da prisão.

Se o argumento continua válido, qual o porquê da prisão? Ou será que o caminhar das investigações trouxe outros elementos que o levassem a rever sua própria decisão?

Enfim, Eduardo Siqueira Campos teve os seus direitos políticos restaurados. É, novamente, o prefeito de Palmas e a tranquilidade política e administrativa volta a pairar sobre a Capital do Tocantins. Cargos e funções serão devolvidos às pessoas em que Eduardo Siqueira Campos os confiou, não sem antes comunicar aos nomeados pelo Pastor Velozo, de forma educada, correta e, neste caso, exemplar, mostrando que há outras formas de agir. 

E a Capital do Tocantins e o seu povo, novamente podem sonhar com um futuro promissor.

É, pois é. É isso aí. (SWR)

- Publicidade -spot_img
Não perca
Notícias relacionadas