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Eduardo Siqueira Campos é recebido por apoiadores e reassume Prefeitura de Palmas após 20 dias afastado

Em reencontro simbólico no Orquidário Municipal, prefeito criticou vazamentos e prometeu rever exonerações feitas por interino

Após 20 dias afastado do cargo por decisão judicial, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), reassumiu oficialmente o comando da capital tocantinense na noite desta quinta-feira, 17. O reencontro com aliados e apoiadores aconteceu no Orquidário Municipal de Palmas, local onde Eduardo atuava à frente do Paço Municipal e ao ser recebido por familiares, amigos e simpatizantes políticos, o político falou pela primeira vez desde que foi preso preventivamente, em 27 de junho, no âmbito da operação Sisamnes.


“Retorno a essa cadeira que me foi entregue por Deus e pelo povo de Palmas com a consciência livre e alma leve”, disse. “Já vinha morrendo há mais de seis, sete anos”, desabafou, ao se referir à pressão emocional enfrentada antes mesmo da prisão.


No pronunciamento, o prefeito mencionou o infarto que sofreu durante a custódia no Comando-Geral da PM. “Nunca imaginei que o dia 4 de julho, data da independência de uma nação, se tornaria o dia em que eu quase morri”, afirmou. Eduardo passou por uma angioplastia no Hospital Geral de Palmas (HGP) e, por recomendação médica, teve a prisão preventiva convertida em domiciliar. Ele recebeu alta no último dia 11 e desde então aguardava a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que só veio nesta quinta-feira, 17. Ao agradecer o Dr. Andrés Sánchez, médico que o assistiu no HGP, e o acompanhou durante a coletiva de imprensa, Eduardo mencionou o fato de terem colocado em dúvida a integridade moral e profissional do médico.


A decisão favorável da PGR permitiu que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogasse a prisão domiciliar e autorizasse o retorno de Eduardo às funções de prefeito.


Críticas e recados políticos


Durante o discurso no Orquidário, Eduardo evitou ataques diretos, mas fez críticas aos “vazamentos de informações sigilosas” durante o processo e disse que jamais culpou a imprensa: “Nunca processei nenhum veículo de comunicação e nenhum jornalista, mas as autoridades saberão identificar quem entregou fisicamente o processo antes das decisões”.

Ele também fez referência à família. “Em nenhum momento envergonhei qualquer um dos meus filhos. Os que moram comigo estiveram ao meu lado todos os dias”, afirmou emocionado.
Eduardo aproveitou ainda para sinalizar que deve reverter parte das exonerações feitas pelo prefeito interino, Carlos Velozo (Agir), nos últimos dias. “Ninguém que assumiu o cargo nesta prefeitura vai deixar a prefeitura sem uma palavra minha. Eu ligarei para todos”, afirmou. “Hoje, eu nomearei todos que integravam o Diário de Palmas. Hoje, eu exonerei”, completou, em referência à expressão popular usada internamente para falar do Diário Oficial.


Relembre o caso


Eduardo Siqueira Campos foi preso no fim de junho por determinação do STF, suspeito de envolvimento em um suposto esquema de vazamento de dados sigilosos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e tráfico de influência. A operação teve como alvos servidores e empresários próximos à gestão. A investigação ainda está em curso.


Desde então, o prefeito interino Carlos Velozo assumiu interinamente o comando do Executivo e promoveu diversas mudanças no secretariado municipal, gerando reações políticas. Com o retorno de Eduardo, é esperada uma nova reestruturação na administração de Palmas.

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