*Por Joana Castro
Leia a seguinte nota:
“Quero prestar minha solidariedade e reforçar minhas orações em prol do nosso prefeito Eduardo Siqueira Campos. Eduardo é um amigo-irmão que Deus colocou em nossa vida. Juntos enfrentamos e vencemos um dos maiores desafios políticos que o Tocantins já viu. Tudo isso só fortaleceu nossos laços e seguiremos caminhando juntos pelo bem de Palmas e do nosso povo. Deus é maior e sabe de todas as coisas. Tenho certeza que tudo será esclarecido e a vontade de Deus e do nosso povo será respeitada. Palmas seguirá seu caminho de prosperidade e desenvolvimento”.
Essa foi a mensagem do Pastor Velozo (atenção para este “cargo”) quando houve a prisão do prefeito eleito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos. Agora, leia a seguinte declaração:
“A medida busca fortalecer o alinhamento estratégico entre as secretarias e a administração municipal, além de ampliar a capacidade técnica para atender às demandas da cidade. Trata-se de uma decisão preventiva e estratégica, fundamentada em critérios de governabilidade e visão integrada para os desafios futuros”.
Essas são as palavras do Pastor Velozo para tentar justificar as exonerações de secretários nomeados pelo seu “amigo-irmão que Deus colocou em sua vida”.
Quando chamei atenção para o “cargo” de pastor, foi porque nem a imprensa tem conseguido traduzir como funciona a lógica aplicada por Velozo na sua interinidade protocolar de “prefeito de Palmas”.
Se ele busca “fortalecer o alinhamento entre as secretarias e a administração”, é porque considerava frágil a estrutura e a equipe de trabalho montada pelo prefeito eleito, Eduardo Siqueira Campos?
E essa decisão de desconstruir uma gestão que vinha dando mais que certo, elogiada pelo povo e até pelos adversários políticos, é “preventiva e estratégica” para quem? Para Palmas? Para seus habitantes?
Por mais que tentemos entender, os termos “preventiva” e “estratégica” só se encaixam quando associados ao Agir (partido de Velozo) ou ao seu grupo religioso-familiar, de onde têm saído os escolhidos para substituir a equipe montada pelo prefeito eleito.
Ou, olhando de um modo pessimista, “preventiva” e “estratégica” se encaixam bem ao entusiasmo com que Velozo vem colocando o seu pessoal na gestão, como se tivesse certeza de que Eduardo escolheu as pessoas erradas, ou, na pior das piores hipóteses, como se tivesse alguma informação – que ainda não chegou à imprensa – que lhe dá a certeza de que Eduardo não voltará ao cargo.
Mas ainda há duas perguntas sobre o modo de “agir” de Velozo:
O que seriam “critérios de governabilidade e visão integrada para os desafios futuros”?
E, finalmente, se o Pastor Velozo está tão preocupado com a governabilidade e com o “alinhamento estratégico entre as secretarias e a administração”, porque exonerou, sem nem se dar ao trabalho de comunicar pessoalmente, o secretário de Governo Sérgio Marques, o Soró, nome considerado como o maior acerto de Eduardo Siqueira Campos em sua equipe e responsável, justamente, pelo excelente relacionamento do prefeito eleito com os Legislativos Municipal e Estadual, com o Governo do Estado e com o Poder Judiciário Estadual?
Até agora, o modo “Ursulão” do Pastor Velozo só tem criado dúvidas e insegurança entre servidores, fornecedores e terceirizados da Prefeitura de Palmas.
“É, pois é. É isso aí. (SWR)

