Eduardo Siqueira Campos está afastado do Executivo desde o dia 27 de junho
Enquanto boa parte da população tocantinense encara o calor e o ritmo das férias, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), segue em prisão domiciliar e à espera de um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido de revogação da prisão preventiva.
Detido desde o dia 27 de junho, já são 18 dias de afastamento, Eduardo permanece legalmente preso. Segundo o advogado Juvenal Klayber, ainda não há prazo definido para o desfecho. “O processo está com a PGR desde quinta-feira, às oito horas. Estamos aguardando sair um parecer e, posteriormente, o processo será remetido novamente ao STF para o ministro Zanin decidir sobre a possibilidade de revogação da preventiva. Continua a mesma coisa, sem prazo, porque eles não têm prazo”, explicou o defensor.
Mesmo com a autorização do Supremo para prisão domiciliar humanitária, concedida após Eduardo sofrer um infarto agudo do miocárdio e passar cinco dias internado, o cenário jurídico continua indefinido.
Clima político segue instável na capital
Na Prefeitura, o prefeito em exercício Carlos Velozo (Agir) segue promovendo mudanças administrativas, reorganizando secretarias e substituindo nomes ligados ao grupo de Eduardo. Nos bastidores, o ambiente político segue em tensão, com aliados do prefeito afastado em estado de vigília tanto nas articulações internas quanto nas redes sociais.
Para relembrar
Eduardo Siqueira Campos é investigado na Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal, que apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas do STF e tráfico de influência política no Tocantins.
Preso preventivamente em 27 de junho, Eduardo passou mal enquanto estava sob custódia no Comando-Geral da PM e foi internado com urgência no Hospital Geral de Palmas (HGP), onde passou por uma angioplastia de emergência. O procedimento foi bem-sucedido e, diante do risco à vida apontado no laudo médico, o ministro Cristiano Zanin, do STF, autorizou o cumprimento da pena em domicílio.
A decisão judicial também mantém o prefeito afastado do cargo e proibido de exercer qualquer função pública enquanto durar a medida cautelar.

