Votação será no dia 20 de julho; chapa de Nile cobra acesso às atas e contesta apuração final que apontou derrota por 27 votos
O Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins confirmou nesta segunda-feira, 7, que haverá segundo turno nas eleições internas para a presidência estadual da legenda. Os dois candidatos mais votados: Diego Montelo e Nile William disputarão a vaga em nova votação marcada para o próximo dia 20 de julho, em todo o estado.
Segundo o resultado oficial, Diego Montelo obteve 1.298 votos, contra 1.271 votos de Nile William, uma diferença de apenas 27 votos. O número total de votos válidos foi de 3.159, segundo documento assinado pelo Diretório Estadual do PT e divulgado às bases.
Chapa de Nile contesta e cobra transparência
Logo após a divulgação dos números, a chapa encabeçada por Nile William divulgou nota à imprensa manifestando inquietação com a condução do processo de apuração. O grupo reivindica o cumprimento do regimento interno, acesso a todas as atas de votação das comissões municipais e aponta o que considera decisões unilaterais da Comissão de Organização do PED 2025.
“Reivindicamos o cumprimento do regimento eleitoral e a realização de debates entre os candidatos. Fugiram. Agora, divulgam um documento com os supostos resultados da eleição, mas sem apresentar a votação detalhada por município. Isso ocorre em meio a denúncias sérias de fraudes em Tocantinópolis e à recusa do presidente do PT de Bom Jesus do Tocantins em abrir as urnas, diante da possibilidade de derrota eleitoral.
O PT é o maior instrumento de luta da classe trabalhadora brasileira. Não pode ser tratado como uma instituição pequena ou de interesses pessoais. A atual direção não representa a grandeza do PT Tocantins”.
Segundo turno será decisivo
A nova votação ocorrerá em 20 de julho, com participação dos filiados em todo o estado. O resultado vai definir quem comandará o PT Tocantins nos próximos anos, em um momento em que o partido busca reorganização e retomada de protagonismo político.
O cenário segue polarizado. De um lado, Diego Montelo, ligado ao grupo da atual direção e defendendo a continuidade das ações. Do outro, Nile William, que representa a oposição interna e tem defendido uma liderança autônoma, com maior protagonismo da base e crítica à condução anterior.

