A decisão também vale para os outros dois investigados
A Justiça manteve, nesta sexta-feira, 27, a prisão preventiva do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), após audiência de custódia realizada no Fórum da capital. A decisão também confirmou a prisão do advogado Antonio Ianowich Filho e do policial civil Marcos Albernaz, detidos na mesma operação.
Os três foram presos durante o cumprimento de mandados da 10ª fase da Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga o suposto vazamento de informações sigilosas de inquéritos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ), envolvendo autoridades políticas e operadores do direito.
De acordo com a decisão judicial, os investigados permanecerão presos por até 180 dias, conforme pedido deferido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso. Após a audiência, eles foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, levados ao Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, onde devem permanecer custodiados.
A defesa do prefeito, representada pelo advogado Juvenal Klayber, informou que vai ingressar com habeas corpus nas próximas horas, alegando ausência de fundamentos para a manutenção da prisão.
A Prefeitura de Palmas emitiu nota oficial afirmando que o caso “não tem relação com a atual gestão municipal” e que o prefeito “recebeu a decisão com serenidade” e colaborará com as investigações.Com o afastamento de Eduardo Siqueira Campos, o vice-prefeito Carlos Velozo (Agir) assume interinamente a Prefeitura de Palmas.
Prefeito
Eduardo é filho do ex-governador Siqueira Campos e tem trajetória política consolidada no Tocantins, tendo ocupado cargos como deputado federal, estadual, senador e prefeito da capital em outras gestões. Ele foi eleito novamente em 2024, após anos afastado da vida pública.
A Operação Sisamnes, que já teve outras nove fases anteriores, apura a existência de uma rede de influência que teria atuado para antecipar decisões judiciais e interferir em investigações. O caso segue sob sigilo judicial.


