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Artesanatos em capim-dourado, argila, palha e madeira dão forma à identidade cultural do Tocantins na Agrotins 25 anos

Pavilhão da Cultura recebe mestres artesãos de diferentes regiões do estado, que compartilham saberes ancestrais e emocionam o público com suas histórias e técnicas manuais

A programação promovida pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) na Agrotins 25 anos encanta o público com demonstrações ao vivo e relatos emocionantes de mestres artesãos que representam a diversidade e a força do fazer manual no Tocantins. Durante a feira, o Pavilhão da Cultura tem abrigado nomes como Teresinha Tkadi Xerente, Elenice Dias da Silva, Patrícia Noleto, Wanderley Batista de Carvalho, Elpídio de Paula, Emerson Leitão, Durvalina Ribeiro de Souza e Silvana Alcântara, que conduzem o público a um mergulho sensível em suas tradições, trajetórias e técnicas, como pirogravura, carpintaria, arte sacra, cerâmica e trançado em capim-dourado.

Natural de Araguaína, Elpídio de Paula teve seu primeiro contato com a arte ainda jovem, em um seminário religioso, onde conheceu o pirógrafo trazido da Itália. “Eu achei muito legal e comecei a brincar”, relembra. As mãos calejadas e cicatrizes são testemunhas dos mais de 30 anos dedicados à pirogravura. O mestre desenvolve peças com temática religiosa, utilizando iconografia sacra. Em uma de suas obras mais simbólicas, substituiu o ouro — antes utilizado no seminário — por linhas feitas com seda de buriti, mantendo o brilho e a espiritualidade em sua arte. Emocionado, ele recorda o apoio incondicional de sua mãe, falecida há três meses. “É aquela coisa, você faz um desenho feio, dá pra sua mãe, e ela coloca na parede, na geladeira e diz que ficou lindo. Você acredita, e então vira artista”, contou.

Já Emerson Leitão, nascido em Alto Parnaíba, no Maranhão, chegou ao Tocantins ainda criança, aos três anos. Morador de Gurupi, no sul do Estado, começou sua trajetória artística aos sete anos, desenhando nos cadernos escolares. Com o tempo, a arte virou ofício e paixão. No Pavilhão da Cultura, o mestre artesão apresenta um pouco de seu repertório criativo: tábuas de churrasco feitas com madeiras nobres, remos esculpidos com técnicas de carpintaria, além de obras em cerâmica e peças em pirografia — sua mais recente linguagem artística. Com experiência em teatro, já percorreu o Brasil promovendo oficinas, mostras e ações culturais, antes de se dedicar integralmente ao artesanato.

Durvalina Ribeiro de Souza iniciou sua jornada no artesanato em capim-dourado ainda na infância, no Jalapão. Com 38 anos de experiência, ela vive exclusivamente da arte que aprendeu com a mãe, e que hoje sustenta sua casa, garante a formação do filho e a leva a eventos nacionais. “Faço por amor. Quando não trabalho de dia, trabalho à noite até 1 hora da manhã”, revelou.

Silvana Alcântara, ao lado do esposo, encontrou na argila uma paixão à primeira vista. Com quase 20 anos de atuação, o casal transforma o barro em peças utilitárias e decorativas, mantendo a produção em casa. “A argila é um material maravilhoso e muito maleável. Participar da Agrotins tem sido uma troca riquíssima com outros artesãos”, finaliza Silvana.

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