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Vicentinho Júnior: “A Federação Progressistas e União Brasil tem quer ser respeitada”

Se a primeira parte da entrevista do deputado federal Vicentinho Jr. deu o que falar nos bastidores da política tocantinense, O Jornal traz, agora, a segunda parte, em que, depois de confirmar sua pré-candidatura ao Senado, o congressista portuense falou abertamente sobre o que chamou de acomodação de forças políticas que acontece no Tocantins, e sobre seus próximos passos, já dando como certa a formação da Federação partidária entre o seu partido, Progressistas, e o União Brasil, presidido no Estado pela senadora Dorinha Seabra.

PP e União Brasil estão muito próximos de anunciar uma Federação, que pode resultar no maior bloco da Câmara, com 109 deputados. No Senado, seriam 13 senadores. Até o nome da junção dos partidos está definido, e será União Progressista.

A Federação terá uma presidência de honra, que será alternada entre os dois partidos a cada seis meses. O Progressistas vai indicar o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para a presidência.

Contrariando o que muitos afirmam, para Vicentinho Jr. é natural que a decisão das cúpulas nacionais sobre fusões e federações se sobressaiam às características regionais das legendas: “quem quer ser líder, em qualquer seara que seja, religiosa, cultural ou política, tem que arcar com os ônus e com os bônus. Por vezes, o ônus é, justamente, ter que tomar uma decisão e fazer isso ser repassado aos seus liderados. Eu entendo isso com muita naturalidade. Aqui no Tocantins, por exemplo, eu não posso, estando presidente do Progressistas, impor à cúpula nacional, lá em Brasília, que não se crie uma bancada que terá 13 senadores e 109 deputados federais, na hora de discutir pautas importantes, não só de interesse partidário, mas de interesse da nação. Se, um dia, eu for discutir uma pauta como a reforma tributária, como está aí em voga, com questões importantes como o Imposto de Renda, uma coisa é o PP com cinquenta e poucos deputados. Outra coisa é uma federação que atuará com 109 deputados. Então, para mim, é algo muito natural essas movimentações das cúpulas em Brasília em busca de uma maior representatividade política. E eu posso afirmar sem medo que o ‘casamento’ do Progressistas com o União Brasil terá que ser muito respeitado pelos demais partidos e por quem queira disputar um mandato proporcional ou majoritário em 2026, em todos os estados do País”, sentenciou.

Federação poderosa

Quanto às pré-candidaturas já colocadas publicamente, Vicentinho Jr. acredita que as forças políticas no Estado estão em fase de acomodação, e que a federação PP e União Brasil irá fortalecer os candidatos dos dois partidos no Tocantins: “eu posso falar sobre a forma com que o Progressistas vem trabalhando no Tocantins e como o presidente nacional, Ciro Nogueira, vem trabalhando no País em relação à formação dessa federação, em consonância com om presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e já adianto que aqui no Tocantins não há projetos políticos conflitantes na federação. Se está dito que a senadora Dorinha Seabra será candidata ao governo, ela terá prioridade para disputar a vaga, da mesma forma que o deputado federal Vicentinho Jr. ao colocar seu nome para a disputa do Senado, essa vaga é de prioridade minha, e o União Brasil está pronto para respeitar isso. Em casa, está resolvido, agora, para os de fora, que ficam menosprezando ou diminuindo, achando que do lado de cá falta coragem ou vontade de fazer, eu digo: respeitem essa federação de tamanho robusto que está por vir, porque tem as questões do Fundo Partidário e do tempo no Horário Eleitoral Obrigatório de Rádio e TV. E o Eduardo Siqueira Campos mostrou claramente o quanto isso é precioso, e o que ele conseguiu fazer, depois dos 38 segundos que teve no primeiro turno e foi massacrado pelos outros candidatos, e o que fez quando o tempo foi de igual para igual”, explicou, acrescentando que “o fato é que a federação que está por acontecer entre o Progressistas e o União Brasil em todo o Brasil, vai ter muitos reflexos no Tocantins. O casamento que foi feito com os partidos nacionais e os regionais terão, por obrigação, que respeitar, é um acontecimento que, nos últimos tempos, não se viu igual. Uma estrutura político-partidária muito robusta. Temos a senadora Dorinha, com o dever de casa muito bem feito nas eleições 2024, assim como nós também o fizemos. Por isso, não é aconselhável menosprezar  a história, o trabalho ou a capacidade política de seu ninguém. Não se constrói nada gastando mais energia para descontruir o projeto alheio que para construir o seu próprio. Erra quem pensar diferente. E tem muita gente nessa situação”.

Nada além de política

Vicentinho Jr. ainda enalteceu o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, a quem apoiou no segundo turno das eleições municipais e com quem tem estado junto em diversos momentos. “Eu falei com o Eduardo, outro dia, em um evento da prefeitura no Santa Bárbara, que ele tem feito muito mais por mim do que eu fiz por ele. Ele tem se mostrado um grande companheiro político, principalmente nos pequenos gestos de carinho, de afago e, principalmente, de reconhecimento em relação ao nosso mandato, ao nosso trabalho e à nossa rotina, o próprio Eduardo tem dito que está prefeito de Palmas, mas que não deixará de discutir o Tocantins com quem trabalha de forma séria pelo Tocantins. Uma declaração que muito me honrou”, confessou.

Segundo o congressista, quando se fala em “rasteiras” por conta das indicações pelas candidaturas aos cargos que estarão em disputa em 2026, ele vê apenas uma acomodação natural de forças em busca de espaço político: “essas movimentações são normais, e acontecem porque são muitos nomes para poucas vagas. Para quem quer ser pré-candidato, jantares, reuniões, embates, diálogos são válidos, pois em algum momento terá que se separar ‘fla e flu’. É normal que se tenham processos de construção, de viabilização de candidaturas, para depois disputar, de fato, a eleição. O que está acontecendo, hoje, são articulações políticas republicanas, que têm que ser feitas. Se o Amélio Cayres quer ser candidato ao governo, ele deve sim, fazer jantares, almoços e reuniões. Eu jamais tiraria de qualquer candidato a qualquer cargo, o direito de buscar, de formatar sua candidatura. Isso é respeito.  A Professora Dorinha também se colocou como pré-candidata, e ela tem o mesmo direito de viabilizar sua candidatura, assim como o próprio Laurez Moreira, que diz nas suas redes sociais que também é pré-candidato ao governo. Assim como não quero que me neguem esse direito de ouvir as pessoas, dialogar, estar com os líderes político-partidários do nosso Estado para construir minha candidatura ao Senado. Esse é o processo natural que todo político passa antes de ter a chancela honrosa do eleitor, que é o voto em seu nome na urna.  Antes disso, todo político passa por um deserto de provações que são as costuras de alianças e apoios. Por isso eu respeito e não aceito que ninguém tente diminuir, criminalizar ou dizer que está errado buscar construir uma candidatura”, afirmou.

Projeto de vida

Vicentinho Jr. finalizou uma conversa que, segundo ele mesmo, poderia durar “mais de mês”, fazendo um resumo da sua trajetória política e colocando em evidência o seu projeto de vida: “eu fiz diferente do que todos diziam na minha primeira eleição para deputado federal, em 2014, que eu era apenas ‘mais um herdeiro político’, que iria me perder na boemia de Brasília e que só iria aparecer no Tocantins de quatro em quatro anos. Mal sabiam eles que estou em pleno desenvolvimento de um projeto de vida com o qual eu sonho desde que o Tocantins foi criado. A minha resposta a isso foi o silêncio e o trabalho. Se alguém viaja mais o Tocantins que eu, só sendo motorista da Transbrasiliana e olhe lá! Basta acompanhar as minhas redes sócias. Eu sou um político inquieto, que não gosta de ficar parado. Ficar parado me gera inquietude, e eu gosto de percorrer o Estado, discutir, trocar ideias com o povo, curtir minhas romarias ao Senhor do Bomfim, ir para o Bico (do Papagaio). Eu tenho a honra de ser portuense, mas por duas vezes, em três eleições, eu fui majoritário no Bico do Papagaio, e isso é uma prova do trabalho que eu entrego e faço nas cidades daquela região do Tocantins. Eu saio da minha casa, em Porto Nacional, dando exemplo. Não tem um dos 33 bairros nem um dos três distritos da minha cidade que não tenha uma obra do deputado federal Vicentinho Jr. Então, quando eu vou lá na sua casa, em Natividade, ou lá no Bico, em qualquer cidade, eu tenho a tranquilidade de pedir a oportunidade de fazer nesses locais, o que eu fiz pela minha cidade. E muitos políticos que aí estão não podem usar desse argumento, pois nem em suas cidades têm alguma coisa para mostrar. É dando exemplo que você convence. Eu posso dar Porto como exemplo e quase todos os 139 municípios do Tocantins, pois não importa o partido do prefeito, se eu tenho como dar a minha contribuição, o meu trabalho, eu não me nego. Eu sou oposição ao prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel, por exemplo, e trabalhei incansavelmente pela candidatura do meu companheiro de Congresso Nacional, Toinho Andrade, na eleição do ano passado. Mas, não é por isso que vou fechar as portas do meu gabinete para as necessidades de Porto Nacional. Acabou a eleição, as bandeiras são baixadas, e temos que voltar ao trabalho. Teve a tempestade, no mês passado, que destelhou a nossa Catedral, derrubou o telhado da rodoviária e estragou as estruturas do Hospital Geral, em Porto; não posso me dar ao direito de colocar as minhas posições políticas acima das minhas obrigações. Jamais! E por isso fui lá, com o prefeito Ronivon, colocar recursos para ajudar na reconstrução. Em Palmas, também, a ex-prefeita Cinthia Ribeiro nunca foi minha companheira política, mas nem por isso deixou de ter recursos carreados por mim para a Capital do meu Estado. Lá atrás, no governo Michel Temer, tive que ‘puxar ele’, pois era da oposição e ele até falou que eu era um deputado chato, pois cobrava demais, mas nós conseguimos viabilizar para a Capital o CAF, num empréstimo de mais de 60 milhões de dólares, ou 300 milhões de reais, na época, tanto que até teve gente que quis botar dúvida sobre o meu trabalho. Pois fiz o vídeo com o Michel Temer, contando como eu trabalhei para conseguir colocar um valor tão robusto em Palmas. Foram recursos para a rodoviária regional em Taquaralto, para a pavimentação do acesso à Praia do Prata. Ou seja, as minhas obrigações me movimentam da mesma forma que a minha vontade de transformar. Eu sou um político que gosta de transformar e mudar a realidade. Nossa Natividade, por exemplo, já era linda, mas ficou ainda mais bonita depois que melhoramos a iluminação pública, a pavimentação, o Portal da cidade, a estrutura para atendimento aos turistas, sem esquecer de investimentos na educação e na saúde.  Eu aprendi que mandato só se conquista trabalhando dia após dia. Então até outubro de 2026 o trabalho será minha rotina, como sempre foi. Até as 17h do dia da eleição estarei trabalhando para honrar os votos que recebi e que quero receber para o Senado. Esse é o modelo de política que eu adoto na minha vida pública e é assim que tocarei qualquer mandato no qual eu esteja investido”, finalizou.

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