Sociedade

Presos pela operação Ápia recebem pela primeira vez visita dos familiares

25/10/2016 14h01 | Atualizado em: 25/10/2016 14h30

Foto: Reprodução Internet

No último domingo, 23, os presos na Operação Ápia, da Polícia Federal, receberam visitas de parentes e amigos pela primeira vez desde que foram presos na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP). Os alvos da operação são suspeitos de esquema de desvio de dinheiro público em obras de pavimentação. 

A visita ocorreu debaixo de uma árvore no pátio da CPPP. O ex-governador, Sandoval Cardoso, aparece em imagens que TV Anhanguera teve acesso, conversando com um amigo, que em seguida conversa com o empreiteiro Vilmar Bastos, também preso na operação.

Os presos dormem em colchões no chão e comem da mesma comida que é servida aos demais presos. Mas eles ficam em uma área distante dos pavilhões onde estão outros 600 presos. Na cela especial, em que estão, tem um ar-condicionado, mas o aparelho não está funcionando. Os fios estão cortados do lado de fora.

Prisão temporária

No último sábado (22) a Justiça converteu a prisão temporária de nove suspeitos, em preventiva, regime fechado por tempo indeterminado. Nos depoimentos, fiscais de obras presos confessaram que receberam propinas mensais de R$ 6 a 8 mil, para alterar medições nas obras e beneficiar empreiteiras.

Também foi apontado que o ex-secretário de infraestrutura, Kaká Nogueira, cobrava em torno de 10% de propina em cada contrato.

O montante dos contratos assinados é de mais de R$ 1 bilhão, de empréstimos internacionais. A polícia calcula que R$ 200 milhões podem ter sido desviados. A força-tarefa ainda analisa cerca de 100 malotes de documentos apreendidos.