Sociedade

Paulo Mourão profere palestra sobre o papel da Ciência e Tecnologia para estudantes de Gurupi

21/10/2016 22h22 | Atualizado em: 24/10/2016 22h29

Foto: Ascom Paulo Mourão

O parlamentar, que é formado em Engenharia Agronômica e um profundo conhecedor do assunto, começou a palestra fazendo uma explanação sobre a evolução do agronegócio no Brasil ao longo dos anos e ressaltando como cresceu a produção nacional com o advento da ciência, tecnologia e biotecnologia. Ele lembrou que no Tocantins a primeira safra ocorreu em 91, quando a área plantada foi 243 mil hectares, já a safra seguinte subiu para 404 mil hectares, permitindo um aumento na produção de 943%, entre 1990 e 2014, e tornando o Tocantins o maior produtor da região Norte. Para ele, o Tocantins é um dos estados com maior extensão de terras agricultáveis, beneficiado por um regime pluviométrico fantástico.

“Nós não vamos dar passos seguros para frente se não fizermos da ciência, tecnologia e inovação um instrumento indutor do desenvolvimento no Tocantins”, avisou. Mourão citou relatório das Nações Unidos que prevê aumento da população para 9 bilhões e 100 milhões de pessoas, e com isso a necessidade de um aumento de 60% na produção de alimentos. Nesse contexto, ele acredita que o Brasil terá um papel importante.

“O Brasil vai ter que assumir o papel de protagonista neste processo, porque nos outros países não há como expandir a área agrícola, no Brasil além de ter área agrícola disponível temos as condições climáticas altamente favoráveis, com menor impacto, o Tocantins é um exemplo disso, nisso temos o papel da Embrapa é ação integrada de lavoura e pecuária”, frisou. “O mundo está precisando de alguém que garanta que o processo produtivo aumentará”, afirmou.

Paulo Mourão observa que é necessário que o governo estadual e os gestores municipais entendam que o Tocantins só vai conseguir avançar se forem feitas parcerias com as academias e com a Embrapa para a implantação de tecnologia e inovação. “O Tocantins não se desenvolve se não implantarmos aqui um centro de sistemas avançados de ciência, tecnologia e inovação em Gurupi e Araguaína, com recursos do Estado do Tocantins e parcerias com a UFT, Unirg e Unitins”, declarou.

Ele lamentou a falta de investimentos nessa importante área. “Ano passado tivemos recorde de previsão no orçamento para ciência e tecnologia, foram R$ 47 milhões, para a história do Tocantins algo fantástico, no final o que foi pago mesmo foi algo em torno de R$ 6 milhões, em 2015. Esse ano, colocamos R$ 36 milhões houve um remanejamento de R$ 16 milhões, conseguimos empenhar R$ 1 milhão e deveremos ter pago pouco mais de R$ 600 mil. Não há uma relação de saber a importância que a ciência e tecnologia é capaz de envolver e produzir”, relatou.