Saúde

MPF recomenda que governo do Tocantins regularize os serviços de hemodinâmica do HGP

10/11/2017 15h53 | Atualizado em: 10/11/2017 15h59

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Os cardiologistas Ibsen Suetônio Trindade (D) e Andrés Sanchez Esteva(E) seguem presos
Os cardiologistas Ibsen Suetônio Trindade (D) e Andrés Sanchez Esteva(E) seguem presos
O Ministério Público Federal (MPF) expediu, nesta quinta-feira, 9, recomendação para que o governador Marcelo Miranda, e o secretário estadual da Saúde, Marcos Esner Musafir, providenciem a regularização imediata dos serviços de hemodinâmica do Hospital Geral de Palmas (HGP). Isso porque os médicos Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Gustavo Sánchez Esteva, que continuam presos na Operação Marcapasso, são os únicos profissionais escalados para realizar os serviços de hemodinâmica e cardiologia intervencionista do HGP neste mês de novembro.

O MPF teve acesso a documentos demonstrando que esses dois médicos são os responsáveis pela realização de cateterismos cardíacos e angioplastias no setor de Urgência e Emergência do Serviço de Hemodinâmica do HGP. Portanto, acredita-se que os serviços de hemodinâmica e cardiologia intervencionista possam estar paralisados, gerando risco para a vida dos pacientes.

Na recomendação, o MPF defende que o poder público providencie medidas que garantam o pleno funcionamento dos serviços de hemodinâmica do HGP, independente da atuação dos dois médicos presos cautelarmente.

De acordo com a recomendação, as providências adotadas pelo governo do estado podem compreender alteração das escalas ou, até mesmo, a contratação emergencial de médicos. A Secretaria da Saúde deve instalar uma comissão para identificar as alternativas para regularização do serviço de hemodinâmica do HGP e encaminhar as atas de reuniões para o MPF, para fins de conhecimento e acompanhamento.

Vale ressaltar, que na mesma data (quinta-feira, 9) o juiz federal João Paulo Abe, responsável pela Operação Marcapasso, converteu a prisão temporária dos cardiologistas Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Sanchez Esteva em prisão preventiva, o que significa que a detenção dos dois não tem prazo para encerrar.

Conforme a Procuradoria da República no Tocantins, “de acordo com o estágio atual da investigação, os dois são os principais articuladores do esquema criminoso que fraudava licitações de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs) na área da cardiologia em troca de pagamento de propina a médicos no Tocantins. (Com informações do Ascom/MPF/Tocantins)