Policia

PF investiga grupo que fraudava licitações de equipamentos médicos no Tocantins

07/11/2017 16h46 | Atualizado em: 07/11/2017 16h52

Luís Gomes/CT
Arcelino Damasceno e Julio Mitsuo Fujiki foram os responsáveis pela Operação Marcapasso
Arcelino Damasceno e Julio Mitsuo Fujiki foram os responsáveis pela Operação Marcapasso
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 7, a Operação Marcapasso para investigar um esquema de corrupção que fraudava licitações na compra de equipamentos para procedimentos médicos, na área de órteses e próteses e de aquisição de materiais especiais, no estado do Tocantins. Além do Tocantins, as buscas ocorrem em São Paulo, Goiás, Paraná, Bahia, Ceará, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

De acordo com a PF, a investigação começou quando os sócios da empresa Cardiomed Comércio e Representação de Produtos Médicos e Hospitalares foram presos em flagrante por terem fornecido produtos medicinais com prazos de validade de esterilizacão vencidos à Secretaria de Saúde do Estado do Tocantins.

“No decorrer das investigações, veio à tona um vasto esquema de corrupção destinado a fraudar licitaçõess no estado do Tocantins mediante o direcionamento de processos licitatórios. O esquema possibilitava o fornecimento de vantagens ilícitas a empresas, médicos e empresários do ramo, bem como a funcionários públicos da área de saúde, diz a PF, em nota.

Segundo a PF, o nome da operação é uma referência a um dos itens da área de cardiologia, o marca-passo, equipamento que integrava a lista de alguns dos editais fraudados.

O governo do estado, por meio da Secretaria da Comunicação Social, informou que os "órgãos da administração estadual estão colaborando com a investigação". Sobre o envolvimento de médicos e outros servidores públicos no esquema, a Secom "esclarece que vai esperar o fim das investigações para tomar as providências em relação àqueles que, por ventura, tiverem a participação comprovada".

Conforme informado pela PF foi representada pela prisão temporária dos médicos cardiologistas Henrique Barsanulfo Furtado; Andrés Gustavo Sánchez Esteva; Antônio Fagundes da Costa Júnior; Carlos Alberto Figueiredo Novo; Fábio D'ayala Valva; Fernando Motta; Genildo Ferreira Nunes; Ibsen Suetônio Trindade; Leandro Richa Valim; Marco Aurelio Vilela Borges de Lima, Silvio Alves da Silva e Rafael Iassuda de Oliveira.

Além das prisões temporárias dos citados acima, outros nomes foram alvos de condução coercitiva ou de busca e apreensão, como: Alessandro da Costa Ribeiro; Alexandre Vidal Canaparro Nogueira; Antonio Goncalves Bezerra; Antonio Roberto Portugal de Alvarenga; Carlos Alberto Cortes; Carlos Antonio Fonseca; Conceição de Maria Silva Soares; Ciro Souza Chaves; Daniel Eugênio dos Santos; Daniela Cavasini Lustri Almeida; Eb Miranda Ara; Erinaldo de Sousa do Nascimento; Fernando Antonio de Santana Junior; Francisco Geraldo de Oliveira; François Torres Nigro.

Ainda constam na relação de investigados os seguintes nomes: George Araújo Brandão De Sá, Gilmar Braz Da Rocha, Glaucia Da Silva Carvalho, Irany De Oliveira e Silva, Joel Alves Pereira, José Cláudio Santos de Moraes, Juscelino Gomes Divino Junior, Kurt Kaninski, Luiz Alberto Cruvinel Guimarães, Patrícia Martininani, Paulo César Pinheiro Gomes, Rafael Ricardo Lustri Almeida, Ramiro Chagas Moraes Boldini, Renato Michael Pereira Da Silva, Simone Basques Da Cunha Melo, Tadeu Paulo Gomes, Vasco Da Silva Areias, Sônia Lúcia Vieira da Silva Spies; Charlston Cabral Rodrigues, Juan Fernando Terrones Cáceres; Márcio Carvalho da Silva Correia; Raimundo Filho, João Paulo Bernardo e José Edson Xavier.

O pai do governador Marcelo Miranda (PMDB), José Edmar Brito de Mirando foi alvo de condução coercitiva, busca e apreensão e ficou proibido de frequentar dependências dos órgãos públicos do Executivo do Tocantins.