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É o que indicam as últimas movimentações dos docentes

03/05/2016 15h33 | Atualizado em: 03/05/2016 15h46

Foto: Reprodução
Professores da rede estadual e da rede municipal de Palmas não andam nada satisfeitos com as ações dos gestores públicos responsáveis por resolver as demandas da Educação nos respectivos âmbitos, por falta de cumprimento de acordos feitos ano passado por ocasião das greves em que buscaram garantia de pagamentos dos direitos adquiridos bem como melhorias nas condições de trabalho.
Na terça-feira, 26, professores da Rede Estadual, sob a orientação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), decidiram reduzir em quinze minutos o tempo de cada aula durante o dia, e em dez minutos por aula à noite, como forma de tentar sensibilizar o governador Marcelo Miranda para que cumpra os compromissos assumidos com a categoria.
Em carta aberta à sociedade, o Sintet rememora os noventa dias de paralização, e tece críticas contundentes ao governo, alegando que a greve poderia ter sido evitada “se o governador se empenhasse em revolver os problemas da educação ao invés de se ocupar com coisas como viajar pela Europa”, por exemplo. Segundo o Sintet, “toda mãe e todo pai de família responsável sabe da importância de honrar suas obrigações, pagar suas dívidas... Infelizmente, essa não tem sido a postura do governador Marcelo Miranda para com os professores e as professoras que todos os dias se empenham para garantir uma educação de qualidade para nossas crianças!”
Para o Sintet, a alegação do governo de que o não cumprimento das obrigações se deve à falta de dinheiro não se sustenta, uma vez que gasta com coisas absolutamente desnecessárias, como por exemplo, os milhões gastos em patrocínios a rodeios em festas no interior do estado ou em programas redundantes como o “Programa Estado sem Drogas”, que vai custar aos cofres públicos mais de 1 milhão de reais para fazer o que a Polícia Militar (PM) já faz com o Proerd, que combate o uso de drogas e aproxima a PM da comunidade”.
Segundo o Sintet, parte da dívida que o governo tem com a categoria refere-se às progressões do ano de 2013, que dá, em média, R$ 140,00 (cento e quarenta reais) mensais por pessoa.
O Sindicato afirma que esse tempo subtraído das aulas não será perdido. A orientação, conforme o presidente José Roque, é de que os professores e demais funcionários das escolas aproveitem esse tempo para esclarecer aos pais e à comunidade em geral os motivos da greve parcial (por enquanto), e discutam sobre os demais problemas que afetam as escolas, tais como a qualidade da merenda, o atraso no repasse dos recursos pelo governo, a necessidade de instalação de aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula, a falta de reforma nas escolas, dentre outros. O presidente José Roque assegura, ainda, que os professores e as professoras da Rede Estadual estão dispostos a contribuir na busca de soluções que melhorem a qualidade da educação no Estado do Tocantins.
Na Rede Municipal de Educação de Palmas, cuja categoria esteve em greve no final do ano passado, o clima não é muito diferente. Professores alegam que o prefeito Carlos Amastha também não tem cumprido os acordos que pôs fim à greve, e não descartam a possibilidade de deflagrarem outro movimento grevista nos próximos dias. (O fechamento desta edição se deu na sexta-feira, e estava marcada uma Assembleia Geral da categoria para sábado, 30), onde a categoria iria avaliar e se posicionar em relação ao comportamento do governo Carlos Amastha frente ao acordo que encerrou a greve dos educadores de Palmas em 2015.