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Greve pode ser deflagrada a partir do dia 30

23/09/2015 14h23 | Atualizado em: 23/09/2015 14h24

Foto: Reprodução
Os servidores da Educação do Município de Palmas podem deflagrar greve a partir do dia 30, caso o prefeito Carlos Amastha não receba o sindicato que representa a categoria. Em Assembleia realizada no último dia 15, os servidores da educação da Prefeitura de Palmas rejeitaram as propostas encaminhadas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), e decidiram que a partir de então as negociações se dêem diretamente com o prefeito de Palmas, alegando que o secretário não tem autonomia para tomar decisões.
 O documento com as propostas encaminhado pelo secretário Danilo de Melo foi objeto de discussão em audiência realizada pela Câmara Municipal de Palmas no dia 10 de setembro, onde o secretário fez uma explanação sobre cada item da pauta de reivindicações, afirmando que dos nove itens que compõem a pauta, a secretaria já havia atendido seis. Os demais itens, segundo disse o secretário durante a audiência, não dependem exclusivamente da Semed pois envolvem outras pastas e instituições.
Em entrevista concedida a O Jornal logo após a Assembleia, o presidente Regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintet) em Palmas, Joelson Pereira informou que a categoria rechaçou a proposta enviada pela Secretaria Municipal de Educação, afirmando: “O que nos foi enviado continha informações inverídicas e absurdas”.
Os pontos que a categoria considera como retrocesso incide principalmente na implantação do Projeto Salas Integradas e no sistema de Meritocracia em detrimento da manutenção do Plano de Carreira do Magistério. Para o Sintet é imprescindível que a gestão municipal respeite a manutenção do PCCR, garantindo todos os direitos anteriormente adquiridos. “Nossa luta é por mais valorização e melhores condições de trabalho, o que passa disso é retrocesso”, disse Joelson Pereira.
Conforme informações do Sintet, serão realizadas duas reuniões com os educadores, nos dias 28 e 29 de setembro, sendo uma na Região Norte da Capital e outra na Região Sul, a fim de discutir os encaminhamentos a serem tomados na assembleia geral que será realizada no próximo dia 30.
Segundo Joelson, caso o prefeito Carlos Amastha não converse com a entidade classista até essa data, ficou decidido que o movimento paredista se iniciará no dia 30.
Em resposta aos questionamentos feitos por O Jornal a cerca das decisões tomadas pela categoria, o secretário Danilo de Melo esclarece que, "antes da audiência ocorrida na Câmara Municipal de Palmas e a Assembleia Geral realizada pelo Sintet regional, a Semed já havia se reunido com Conselho Municipal da Educação e Sindicato para deliberar pauta de reivindicações da categoria. Em um diálogo aberto foram apresentadas pela Semed as propostas da Pasta sobre os nove pontos da pauta de reivindicações da categoria. Durante a reunião foram discutidos pontualmente cada demanda e ao fim foi entregue um ofício ao Sintet. Mesmo diante da crise econômica e financeira que passa o Brasil, a gestão está empenhada em cumprir com todos os compromissos assumidos com os educadores e continuar investindo na melhoria do ensino ofertado na Capital".
Sobre a afirmação do Sintet de que o secretário não tem autonomia para tomar decisões, Danilo esclarece que "todas as secretarias são órgãos auxiliares do Poder Executivo e tem autonomia disciplinada em lei. No caso especificado em que o sindicato se refere “autonomia para decidir”, sobre mais investimentos e mais gastos, isso é discutido na mesa de negociação junto com os demais secretários, submetido ao prefeito. Então não existe ninguém com autonomia plena. A Gestão trabalha em conjunto com a participação de todos, inclusive Conselho Municipal de Educação e o próprio Sindicato".
Para Danilo de Melo não há impasse. "Nós consideramos que há uma negociação. Na Assembleia Geral realizada pelo Sintet foi colocada duas questões, uma sobre a greve imediata que teve adesão de menos de 20 educadores e a segunda proposta de continuar o diálogo e as negociações até o dia 30 de setembro. A segunda proposta foi a vencedora, ou seja, o conjunto de educadores não estão apostando na greve pela greve, e estão buscando dialogar. A Semed compreende e a categoria tem compreendido que as questões não são impossíveis de serem solucionadas. A pressão do Sindicato é um instrumento legítimo de pressão e não significa dizer que haverá greve, já que a gestão preza pelo diálogo, buscando sempre garantir condições e avanços para nossos professores e alunos, tornando Palmas referência em Educação para o Brasil".
Obs: Ilustrar com foto da assembleia do sintet do dia 15/09