Notícias e Ideias

EDUCAÇÃO ESPECIAL

06/10/2014 09h24 | Atualizado em: 06/10/2014 09h31

Divulgação
Projetos ampliam acesso das pessoas com deficiência à escola

O Brasil ainda mantém 140 mil crianças e jovens com deficiência e outros transtornos de desenvolvimento fora da escola, - conforme levantamento na base de dados do Beneficio de Prestação Continuada (BPC) e têm até 18 anos – mas o que não faltam são projetos para mudar essa realidade, e garantir o acesso à educação e melhorar as condições de vida desses alunos.

Um deles, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 36/2014, acrescenta dispositivo à Lei 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para assegurar a presença de cuidador na escola, quando necessário, ao educando com deficiência. No momento, aguarda-se a leitura de requerimento do senador Anibal Diniz (PT-AC), que solicita tramitação conjunta da proposta com o projeto de lei do senado (PLS) 228/2014, que trata do mesmo tema.
A proposta estabelece que, quando necessário para promover o atendimento educacional na escola regular, e em função das necessidades específicas do aluno, será assegurado ao educando com deficiência a presença de cuidador no estabelecimento de ensino, para atendimento das suas necessidades pessoais.
O autor, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), observa que a implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar pressupõe o aperfeiçoamento da legislação educacional no país. Ele observa ainda que a Lei 9.394/1996 já dispõe sobre a obrigatoriedade, quando necessário, da oferta de serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.

Acesso escolar
O PLS 22/2010, por sua vez, já foi aprovado no Senado e encaminhado à Câmara, onde tramita como PL 508/2011. O projeto, que assegura acesso escolar ao educando cuja deficiência o impede de frequentar estabelecimentos de ensino, aguarda parecer do relator na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) para ser votado.
De acordo com o texto, os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação o atendimento educacional em local especial, na impossibilidade, devidamente atestada, de frequência a estabelecimento de ensino, em razão de deficiência. O projeto também prevê a oferta de recursos pedagógicos de Educação a Distância (EAD), bem como outros que se utilizem da internet.

Surdez
Há ainda o PLS 180/2004, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da oferta da Língua Brasileira de Sinais (Libras), usada pelos surdos, em todas as etapas e modalidades da educação básica, nas redes pública e privada de ensino. A matéria encontra-se na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde é relatado pelo senador João Vicente Claudino (PTB-PI), que deve se manifestar sobre o substitutivo aprovado na Câmara dos Deputados.
Pelo projeto, os sistemas de ensino ficarão obrigados a garantir aos estudantes a oferta da Libras e uma diversidade de métodos de comunicação para pessoas com deficiência, como parte do currículo de todas as etapas e modalidades da educação básica. Os alunos também terão direito a adequação de currículos, métodos e recursos às suas necessidades; terminalidade e certificação específicas; protrabalho; e acesso igualitário aos benefícios suplementares oferecidos aos alunos dos mesmos níveis em que estiverem matriculados.

O que é o BPC 
Até março de 2012, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Benefício de Prestação Continuada era recebido por 3,6 milhões de brasileiros, sendo 1,9 milhão de pessoas com deficiência e 1,7 milhão de idosos. O BPC, que integra a Política de Assistência Social do governo, foi instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado pela Lei Orgânica da Assistência Social (Lei 8.742/1993).
Para acessá-lo, não é necessário ter contribuído com a Previdência Social. O benefício, de caráter individual, não vitalício e intransferível, assegura a transferência mensal de um salário mínimo ao idoso, com 65 anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, com impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Em ambos os casos, os beneficiários devem comprovar não possuir meios de garantir o próprio sustento e nem por meio de sua família. A renda mensal familiar per capita deve ser inferior a um quarto do salário mínimo vigente. (Fonte: Agência Senado)


Enem 2014
Levantamento do Inep indica que a maior parte dos inscritos para a edição de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é composta por mulheres, pessoas negras, estudantes que já concluíram o ensino médio e candidatos oriundos da região Sudeste. Mais de 8,7 milhões estudantes farão, nos dias 8 e 9 de novembro, as provas do exame.
Entre os participantes, 4.990.025 já concluíram o ensino médio, enquanto 1.748.588 devem terminá-lo este ano. As mulheres representam 58,11% candidatos – mais de 5 milhões. O perfil dos participantes também mostra que 57,91% dos inscritos se declararam negros e 37,7%, brancos.

Oportunidades
A nota do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro próximo, além de ser usada para ingresso em instituições de educação superior públicas, como Universidades e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, também abre portas para programas do governo federal como o Universidade para Todos (ProUni), o Ciência sem Fronteiras e o de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Fora do ranking
Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil não tem nenhuma universidade entre as 200 melhores do mundo no ranking internacional Times HigherEducation (THE), divulgado na quarta-feira 1º de outubro em Londres. Considerado um dos mais respeitáveis rankings de avaliação de produção acadêmica, o ranking mostra em sua nova edição (2014-2015) uma leve melhora da Universidade de São Paulo, que subiu da faixa dos 226º a 250º lugares, obtida no ano passado, para a faixa de 201º a 225º lugares. A outra universidade brasileira que aparece no ranking é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que repete a colocação do ano anterior (301º a 350º lugares). A lista tem no total 400 universidades.

As melhores
A melhor universidade do mundo, pelo quarto ano consecutivo, é o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), dos Estados Unidos. Em segundo lugar está a Universidade Harvard (EUA), seguido por Oxford (Reino Unido), Stanford (EUA), Cambridge (Reino Unido), MIT (EUA).Princeton (EUA), Universidade da Califórnia Berkeley (EUA), Imperial College London (Reino Unido) e Yale (EUA).