MPE pede cassação da prefeita de Gurupi, Josi Nunes e de seu vice, a inelegibilidade de ambos e de Mauro Carlesse

  • 04/Nov/2021 18h27
    Atualizado em: 04/Nov/2021 às 18h30).

Parecer destaca abuso de poder político do então governador Carlesse em favor da chapa vencedora nas eleições municicipais de 2020

Parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) emitido nesta quinta-feira, 4, pelo Promotor Eleitoral Reinaldo Koch Filho e juntado à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), é favorável à cassação do diploma da prefeita de Gurupi Josi Nunes e do seu vice, Gleydson Nato, além de torna-los inelegíveis por oito anos a contar a partir de 2020. A mesma penalidade é proposta para o governador afastado Mauro Carlesse, por abuso de poder político praticado por ele em benefício de Josi e Gleydson.

A Aije foi ingressada pelos então também candidatos Gutierres Borges Torquato (candidato a prefeito) e Eduardo Malheiro Ribeiro Fortes (candidato a vice), onde é apontado abuso de poder político por meio da cessão de servidores públicos estaduais para atuarem na campanha de Josi, inclusive ocupando postos de coordenação de Marketing e administrador Financeiro. Também aponta custeio de hospedagem por empresa contratada pelo Governo do Estado, além de uso de veículos oficiais, distribuição de cestas básicas e contratação de site de notícias com recursos do Executivo estadual.

Sobre a cessão dos servidores, MPE detalhou que a defesa explicou que os servidores estavam de férias ou licença, exceto um que estava cedido pelo governo do Estado como apoio técnico-administrativo das Centrais de Execução Fiscal, na Comarca de Gurupi, com folhas de frequência que comprova que estava trabalhando nos meses de setembro, outubro e novembro de 2020, das 12 às 18 horas. O parecer pede que as medidas administrativas sejam adotadas para apurar a prática do servidor.

Quanto a distribuição de cestas básicas, o MPE destacou que chama a atenção o número de cestas distribuídas para Gurupi, o triplo da média distribuída no Tocantins. “Resta evidente, portanto, que o terceiro investigado, na condição de Governador do Estado, direcionou um número muito superior de cestas básicas ao Município de Gurupi, para serem distribuídas às vésperas de eleição, visando, deste modo, beneficiar os primeiros investigados em detrimento dos demais candidatos”, aponta o parecer.