Agulha Cenas circula pelo interior do Tocantins com espetáculo de dança que resgata memórias da escravidão

  • 11/Out/2021 16h14
    Atualizado em: 11/Out/2021 às 16h16).

Tumbeiros era o nome dado aos navios que transportavam escravos africanos, entre os séculos XVI e XVIII.

Esse também é o nome do espetáculo teatral do Coletivo Agulha Cenas que tem calendário de apresentações no interior do Tocantins.

A estreia desta temporada aconteceu na última sexta-feira, 08, com apresentação no Sesc, em Paraíso do Tocantins. As próximas apresentações acontecem na sexta-feira, 15, na ruína da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Natividade, e dia 22 de outubro, no Centro de Convenções Mauro Cunha, em Gurupi.

Na montagem do coletivo Agulha Cenas, quatro pessoas ocupam a carcaça de um navio tombado com movimentos, imagens, contos e cantos. "A reflexão sobre o tráfico de escravos africanos se expande para a reflexão sobre o lugar do corpo no mundo, as amarras sociais (cultura da beleza, suicídios, uso excessivo de mediação), o sofrimento, o desprezo e a incompreensão mútua", afirma a diretora do espetáculo, a bailarina Renata Souza.

A diretora adianta ainda que, ao final, a amargura das travessias dolorosas é contraposta pela esperança de encontrar descanso, afago e cuidado do outro lado.

Projeto

A circulação de Tumbeiros é uma realização do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), através da Fundação Cultural de Palmas (FCP), da Prefeitura de Palmas. (Por Cinthia Abreu)