Estudantes privados de liberdade participam da II Jornada de Leitura no Cárcere

  • 23/Set/2021 15h17
    Atualizado em: 23/Set/2021 às 15h20).

O evento on-line é uma realização do Conselho Nacional de Justiça e do Observatório do Livro

O Colégio Estadual Osvaldo Franco e a Unidade Penal de Araguatins são parceiros nos projetos de educação formal e não formal dentro da unidade penal e estão possibilitando a participação dos estudantes privados de liberdade, atendidos no município, na II Jornada de Leitura no Cárcere, evento on-line realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Observatório do Livro que teve início na terça, 21, e encerra nesta quinta, 23.

A programação da Jornada é voltada para destacar a importância de universalizar práticas leitoras, no âmbito do cárcere, e conta com a apresentação de vários painéis informativos, dentre eles, a de operadores do direito que destacam os marcos legais que orientam e regulam a remição de pena por leitura dentro do sistema penitenciário brasileiro.

Também participam escritores e autores consagrados da literatura brasileira e, ainda, egressos do sistema penal, que foram profundamente influenciados pelas práticas leitoras que foram realizadas no interior do cárcere. Além disso, o evento tem veiculado uma série de experiências exitosas de projetos de remição de pena por leitura, realizados por todo o país.

Na Unidade Penal de Araguatins, o projeto de remição de pena por leitura é realizado com dois participantes do projeto ‘Clube de Leitura: Ler para Libertar’, que acompanham os debates da jornada, junto com a professora Fernanda Santos, que coordena e atua nos projetos de educação formal e não formal na unidade.

Um dos participantes do projeto ‘Clube de Leitura: Ler para Libertar’, o aluno E.G, relatou que se sente muito grato por ter a oportunidade de participar da ação que promove remição de pena, pela possibilidade de ter acesso ao livro. "A leitura me faz esquecer de tudo que se passa em minha volta. É como se eu estivesse na história", apontou.

A professora Fernanda Santos, que além de professora no Sistema Prisional é coordenadora Pedagógica do Colégio Estadual Osvaldo Franco, contou que os encontros têm sido muito ricos. “Expande o nosso horizonte, no que se refere às possibilidades de práticas de leitura. Para mim, que sou uma mediadora de leitura, tem me proporcionado reflexões muito interessantes”, ponderou.