Começou nesta sexta-feira, 17 e segue até domingo, 19, a tradicional Festa da Colheita do Capim Dourado

  • 17/Set/2021 16h44
    Atualizado em: 17/Set/2021 às 16h48).

Festa da Colheita conta com programação diversificada.

Criada para festejar e defender a preservação e manejo do capim dourado, espécie de sempre-viva da família Eriocaulaceae (Syngonanthus nitens Ruhland), a Festa da Colheita do Capim Dourado volta a ser realizada neste final de semana, na Comunidade Mumbuca, no Jalapão. O evento conta com apoio do Governo do Tocantins, por meio da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc).

Realizada pela Associação dos Artesãos do Povoado Mumbuca, a programação terá vários momentos, incluindo atividades esportivas, religiosas e culturais. O Estado colaborou com a montagem da estrutura e logística e fará a entrega de 200 cestas básicas.

O Traje Típico da Cultura Regional do Tocantins, que foi utilizado no evento Miss Brasil Mundo 2021 pela representante do Estado, ficará exposto e haverá um bate-papo com o estilista Luiz Fernando. A equipe da Superintendência de Cultura fará emissão e entrega da Carteira Nacional de Artesão, além de um momento musical com os artistas Braguinha Barroso, Genésio Tocantins e Núbia Dourado.

“O Governo do Tocantins não poderia deixar de colaborar e participar desta edição de retomada da Festa da Colheita, após um período de grande dificuldade vivido pelos artesãos com a pandemia de Covid-19”, afirma Jairo Mariano, presidente da Adetuc, lembrando que a gestão Mauro Carlesse não mediu esforços para mitigar os impactos da suspensão temporária das atividades turísticas na região do Jalapão.

Os organizadores ressaltam que o uso de máscara é obrigatório durante todo o evento e o consumo de álcool e qualquer substância ilícita é proibido.

Vale ouro

O capim dourado nasce em campos úmidos próximos às veredas do Cerrado, mas as peças artesanais só se tornaram famosas a partir do trabalho das artesãs do Jalapão, em especial da Comunidade Mumbuca, distante 32 km de Mateiros, em pleno Parque Estadual do Jalapão. Trata-se de um recurso natural finito e para preservá-lo, a colheita é permitida somente entre os meses de setembro e novembro, por artesãos integrados a uma das associações da região.