Fusão DEM/PSL: Nova queda de braço entre Carlesse x Dorinha?

  • 17/Set/2021 09h43
    Atualizado em: 17/Set/2021 às 09h45).

*Por Joana Castro

Desde o anúncio nacional da fusão do PSL e DEM, prevista para acontecer na próxima semana, nos bastidores da política tocantinense não se fala em outra coisa. O que intriga os amantes da boa e velha política são os questionamentos sobre quem ganhará, dessa vez, diga-se de passagem, na queda de braço. Quem presidirá no Tocantins este superpartido? O governador Mauro Carlesse, presidente do PSL ou a presidente do DEM, a deputada federal, professora Dorinha?

Cabe abrir um parêntese e lembrar que Mauro Carlesse era filiado ao DEM, e após uma disputa de poder com a professora Dorinha, por não conseguir a presidência da Sigla, filiou-se no PSL, partido à época presidido pela deputada estadual Vanda Monteiro. Fecha parêntese.

Em uma conversa aqui, outra ali é possível observar as inúmeras hipóteses. Por enquanto nada passa de especulação. Mas como diz o ditado popular, ‘onde há fumaça, há fogo’. Todos já sabem que o comando da nova sigla ficará com a deputada federal professora Dorinha, que segundo fontes próximas à parlamentar, encontra-se em Brasília, participando com o presidente nacional do DEM, ACM Neto, dos últimos ajustes desta fusão. Parece que o Palácio Araguaia também acompanha as conversações.

Outro ponto que merece ser mencionado é um estudo jurídico, mantido a sete chaves, sobre a possibilidade do governador Mauro Carlesse (PSL) ir à reeleição em 2022. O governador assumiu, por meio de uma eleição suplementar, o mandato tampão em 2018 e iniciou o segundo pleito em janeiro de 2019. O estudo busca brechas na legislação para que o governador se candidate mais uma vez ao Executivo tocantinense.

A primeira hipótese, que não parece infundada é de que todos seguiriam, a partir de agora, num mesmo grupo. Um grupo consolidado que apoiaria a deputada para uma candidatura ao Senado Federal. Em política tudo pode acontecer e sabemos que os embates do passado ficam no passado, pois a banda toca de acordo com os interesses individuais. É uma possibilidade! Seria o caso de Dorinha e Carlesse esquecerem os atritos e a partir de agora caminharem juntos? Quem sabe! Isso colocaria por terra a candidatura de Mauro Carlesse à Câmara Alta que é uma especulação antiga.

Outra possibilidade comentada até ontem era a debandada de mais de 60 membros do PSL e DEM para outras siglas. O que também não é impossível. Neste caso, sabemos que Mauro Carlesse levaria consigo para compor o grupo, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Antonio Andrade, recém filiado ao PSL e até a deputada Vanda Monteiro. A segunda é uma hipótese. Os aliados de Mauro Carlesse garantem que não passa de história inventada por adversários para enfraquecer o grupo. Será?

Vale reforçar que o PSL atualmente é o partido com um dos maiores recursos de fundo eleitoral e pode ajudar muito àqueles que desejam candidatar-se e usar deste recurso. Parece que Dorinha não está tão preocupada em perder estes possíveis aliados, mas continua focada na qualidade do grupo e não quantidade.
A terceira e última especulação acerca do assunto é de que a fusão nacional pode não acontecer devido há alguns embates nos estados que não estariam tão de acordo com a junção. Caso a fusão não aconteça como previsto no dia 21, é importante lembrar que existe um prazo legal para isso acontecer, do contrário os grupos perdem o acesso ao Fundo Eleitoral para a campanha de 2022.

Enquanto Mauro Carlesse nem Dorinha confirmam nada, seguimos ouvindo as histórias de um, de outro e esperando pra ver. Tendo em vista que em política nada é definitivo, podemos até nos surpreender num futuro não muito distante, com a aliança dos dois, agora não tão aliados, para não dizer adversários, mas em um mesmo palanque. Parafraseando meu amigo Edson Rodrigues, “quem viver, verá”.