Mais de 80% de empresários do país pretendem implantar formato híbrido de trabalho

  • 18/Fev/2021 15h10
    Atualizado em: 18/Fev/2021 às 15h13).

A pandemia mostrou para muitas empresas que é possível trabalhar remotamente sem perder a produtividade. Uma pesquisa feita pela startup Open Mind, que funciona como um clube de relacionamento para executivos, fez um levantamento com esses profissionais a fim de mapear a disponibilidade deles em adotar esse modelo. A pesquisa mostrou que 85% dos entrevistados pretendem implantar esse sistema em suas empresas ao longo de 2021.

Segundo o especialista contábil, Francisco Santiago, a nova modalidade de trabalho remoto, o chamado “home office”, sem dúvidas, trouxe um novo modo de pensar para muitos empresários e colaboradores. “Pensando no negócio é notável e palpável a redução de custos, como energia e material de expediente dentro da empresa. Os custos com o vale transporte e auxílio refeição também foram reduzidos, pois são benefícios somente quando o colaborador necessita se deslocar de sua casa para o trabalho”, ressaltou o CEO da Pactus Contabilidade.

“Para o Colaborador, trouxe a comodidade de estar em seu lar. E vale que para trabalhar com tranquilidade e ser produtivo é preciso ser disciplinado, atento ao tempo de trabalho, planejar o dia para execução e organizar um ambiente tranquilo, isso aumentará a produtividade, além de manter o corpo e mente sadios”, alertou Francisco Santiago.

Crescimento

Para Carla Cândido, especialista em recrutamento e seleção da Pessoall RH, a adoção do modelo de trabalho híbrido tende a crescer no mercado empresarial devido a produtividade que ele gera. “Dessa forma, o RH deve estar atento aos aspectos relacionados à gestão das pessoas e à organização do trabalho no modelo híbrido. Será preciso capacitação constante dos colaboradores, mapeamento dos indicadores de produtividade e formação de lideranças voltadas às competências e habilidades necessárias para a gestão de equipes neste formato”, analisa.

Já para a master coach, Tudy Vieira, o autoconhecimento e desenvolvimento pessoal serão fundamentais nesse processo. “Os gestores precisam ter a capacidade de se comunicar nesse modelo sem gerar ruídos, e para isso, o desenvolvimento da inteligência emocional e resiliência é muito importante. O autoconhecimento é fundamental para capacitar e auxiliar o profissional a alcançar resultados extraordinários e obter uma experiência cada vez mais profunda em sua área de atuação, realizando, assim, seus próprios objetivos e ajudando a empresa a crescer no mercado de trabalho”, conclui.