Sintet não descarta possibilidade de greve geral caso Governo mantenha posição de retomada de aulas presenciais

  • 01/Fev/2021 15h32
    Atualizado em: 01/Fev/2021 às 15h35).

Diante da decisão do Governo do Tocantins em autorizar o retorno de aulas presenciais nas escolas públicas e privadas no âmbito do estado, a partir da próxima segunda-feira, 8, o sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), divulgou em sua página na internet documento onde manifesta a insatisfação da categoria, que não se sente segura para esse retorno sem a devida imunização dos profissionais bem como a adoção de outras medidas sanitárias. O sindicato lamenta que a decisão tenha sido tomada sem ouvir a categoria dos profissionais da educação estadual.

No documento, o Sintet alerta que tal medida pode levar o Tocantins a sofrer o mesmo drama que enfrenta hoje o Amazonas, que foi o primeiro estado a autorizar o retorno às aulas presenciais. “O que se viu logo depois foi uma tragédia sem precedentes, que pode se repetir aqui no estado, frente a situação caótica da saúde pública que temos, com os casos só aumentando e os hospitais já operando com sua capacidade máxima”, argumenta.

O Sintet afirma que tomará todas medidas possíveis, inclusive as jurídicas já em trâmite, “contra o negacionismo genocida do (governador) Carlesse e da Secretária (de Educação) Adriana e de deputados que encabeçaram uma campanha de volta às aulas baseada em achismos, negacionismo e total irresponsabilidade política”.

Por fim, o Sintet conclui que “não descarta uma possível greve geral e alerta a categoria e sociedade para esse momento de luta pela vida”. Leia a íntegra do documento.

“CARLESSE E A OFENSIVA GENOCIDA CONTRA A VIDA

Tocantins pode sofrer o drama do Amazonas

Na noite de sexta-feira, 29, novamente sem ouvir a categoria dos profissionais da educação da rede estadual, o governador Carlesse publicou no Diário Oficial o Decreto nº 6.211/2021, que autoriza a retomada das atividades educacionais presenciais das escolas públicas e particulares no estado.

Embora o decreto faculte esse retorno consoante a realidade local, também de forma não presencial, a decisão é uma sentença de morte neste momento crucial por qual passamos na pandemia.

O atual Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado nesta mesma sexta-feira, 29, trouxe mais de 558 novos casos confirmados da COVID-19 no Tocantins, que já soma 101.666 registros da doença, com 1.371 tocantinenses mortos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) já tinha deliberado por meio do Conselho Estadual de Representantes, (CER) órgão colegiado de decisão do sindicato, que o retorno às aulas presenciais somente poderia acontecer de forma segura, com vacinação dos profissionais e outras medidas de segurança sanitária.

Um exemplo claro dessa irresponsabilidade é o Amazonas, que foi o primeiro estado a autorizar o retorno presencial. O que se viu logo depois foi uma tragédia sem precedentes, que pode se repetir aqui no estado, frente a situação caótica da saúde pública que temos, com os casos só aumentando e os hospitais já operando com sua capacidade máxima.

Enxergamos que não há possibilidade da volta às aulas presenciais sem a vacinação de TODOS os profissionais da Educação.

Assim, pelo direito à vida e pela prioridade dos professores e demais profissionais da Educação na vacinação, reforçaremos a luta!

Tomaremos todas as medidas possíveis, inclusive fortalecendo as jurídicas já em trâmite, contra esse negacionismo genocida do Carlesse, da Secretária Adriana e de deputados que encabeçaram uma campanha de volta às aulas baseada em achismos, negacionismo e total irresponsabilidade política.

Reiteramos que os trabalhadores nos enviem fotos, vídeos sobre as condições precarizadas de suas escolas, incluindo banheiros, salas pequenas e mal ventiladas, e outras deficiências, para sintet@sintet.org.br. Enviar também atestados de contaminação pelo novo coronavírus, relatos de contaminação entre colegas etc.

O Sintet não descarta uma possível greve geral e alerta a categoria e sociedade para esse momento de luta pela vida.

A Direção”