Apesar de tudo as esperanças se renovam!

  • 18/Jan/2021 15h15
    Atualizado em: 18/Jan/2021 às 15h19).

É sempre assim: Ano novo sempre acende em nós esperanças de dias melhores, especialmente este, depois do ano turbulento que foi 2020 para toda humanidade. E nós aproveitamos esse início de ano para recarregar as baterias, mudar de endereço físico, e agora que colocamos a casa em ordem retomamos hoje nossas atividades, com boas expectativas para 2021.

E nesses breves dias de 2021 quanta coisa aconteceu! Umas boas, outras nem tanto, mas vida que segue.

Na Capital dos tocantinenses, a prefeita Cinthia Ribeiro, que conquistou novo mandato (um mandato pra chamar de seu, conforme ela mesma), juntamente com o vice André Gomes, vem aos poucos imprimindo sua cara, promovendo mudanças pontuais na equipe.

O governador Mauro Carlesse também aproveitou o início do novo ano para fazer uma mini reforma no secretariado levando para sua equipe políticos experientes.

Mas no momento o assunto em evidência é a aplicação dos recursos advindos da Lei Aldir Blanc por parte do Governo do Estado via Agência do Desenvolvimento do Turismo e Economia Criativa (Adetuc), presidida pelo senhor Tom Lyra, que também preside o Conselho Estadual de Política Cultural (CPC), eleito num processo que até hoje gera questionamentos entre os fazedores de cultura no Tocantins.

Uma lei pensada para socorrer os artistas brasileiros, privados do trabalho desde o início da pandemia, em março do ano passado, no Tocantins o dinheiro ainda não chegou às mãos de quem de direito, o que tem provocado inquietações no meio artístico e muitas cobranças através do Mobiliza Cultura do Tocantins, movimento que congrega cerca de 80 entidades permanentemente mobilizadas em um grupo virtual com mais de 200 participantes de todas as regiões do Estado.

Em Carta Aberta ao governador Mauro Carlesse, à Imprensa e à Sociedade, o Mobiliza relata os equívocos cometidos pela Adetuc na aplicação dos recursos, ressaltando a “ausência de habilidade política no trato com o segmento da cultura e o pouco conhecimento técnico na gestão das políticas culturais”, bem como a falta de diálogo com o CPC que possibilitasse “encontrar soluções conjuntas diante de um processo dinâmico e novo para a gestão e para o próprio setor de cultura”, afirmam.

Ainda na carta os artistas apontam algumas providências que entendem necessárias a serem adotadas em caráter de urgência pela Agência afim de que sejam corrigidas algumas injustiças ocorridas no decorrer do processo, dentre elas, a possibilidade de incluir os projetos que ficaram na suplência, utilizando as sobras do recurso que gira em torno de R$ 1,2 milhão e que estavam na iminência de voltar aos cofres da União, possibilidade já afastada pelo próprio Governo Federal que determinou aos estados a não fazê-lo. Seguiremos atentos aos desdobramentos desse imbróglio.

Mas, como disse no início, também temos notícias alvissareiras neste começo de ano! Depois de tanta expectativa em torno da vacina contra o coronavírus devido a picuinhas políticas protagonizadas pelo presidente da República Jair Messias Bolsonaro e o governador de São Paulo Jorge Dória, finalmente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, bem como a vacina produzida pelo laboratório Oxford/AstraZeneca, na Índia, cuja chegada ao Brasil teve dia e hora anunciados pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mas devido sua inabilidade política ainda não conseguiu convencer ao governo daquele país a ceder as doses tão esperadas pelos brasileiros.

O governador de São Paulo saiu na frente, e tão logo a Anvisa anunciara a aprovação da vacina chinesa, ele protagonizava uma jogada de marketing político, vacinando ao vivo e a cores a enfermeira Mônica Calazans, que entrou para a história como a primeira a receber a vacina em solo brasileiro. O ato do governador provocou uma disputa jurídica com o governo federal, pois segundo Pazuello, o ato do governador está “em desacordo com a lei”.

Enquanto isso, por falta de responsabilidade e de gestão dos entes federados, nossos irmãos amazonenses padecem com a pandemia, morrendo asfixiados, uma situação inimaginável!

A pauta para os próximos dias serão as eleições para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado Federal, a ser realizada no início de fevereiro e que promete briga boa entre o Planalto e as oposições. Estaremos atentos.

A todos nossos leitores, a equipe de O Jornal deseja um 2021 com mais saúde e paz!