Equilíbrio Fiscal + Harmonia = Desenvolvimento.

  • 24/Out/2020 10h26
    Atualizado em: 24/Out/2020 às 10h34).

*Por Ricardo Abalém Júnior

O Tocantins vive hoje um momento de expectativa da retomada de um ciclo de desenvolvimento. Um momento positivo, mesmo em meio à essa pandemia mundial.

Foi muito feliz a jornalista Roberta Tum essa semana em seu editorial “Sim, nós temos Governo”. Com a isenção que lhe é peculiar, trouxe informações claras sobre uma retomada de ações governamentais que nos enche de esperanças e relembra os tempos áureos das grandes obras que moviam nossa economia e alimentavam nossos sonhos.

É indiscutível que os últimos governantes que passaram pelo Palácio Araguaia foram mais administradores da folha de pagamento que tocadores de obras. O governador Siqueira Campos, em seu último mandato, lamentou publicamente essa situação de excesso de folha e carência de investimentos.

O mérito do governador Mauro Carlesse em enquadrar o Tocantins na Lei de Responsabilidade Fiscal, que possibilitou essa retomada de investimentos, é inquestionável. Para conseguir esse feito, teve coragem de cortar na carne (funcionalismo) e enfrentar um desgaste que só o tempo recupera. Pulso firme foi um ingrediente que Carlesse soube e sabe usar.

Independente da política partidária ou dos encontros e desencontros momentâneos, inerentes a cada processo eleitoral, é perceptível um amadurecimento em torno da responsabilidade com a gestão e a continuidade dos projetos e programas estruturantes do Tocantins.

Dois fatores nos fazem acreditar nesse direcionamento. Primeiro a harmonia que habita a Praça dos Girassóis. Há muito não se via esse clima tão tranquilo entre os poderes executivo e o legislativo estadual. Os deputados, mesmo sem perder a independência, tem dado ao governo toda a sustentação necessária para a Gestão. Mauro Carlesse, Wanderlei Barbosa, Antônio Andrade e os demais deputados estaduais seguem bem afinados.

Segundo ponto interessante está na ponte com Brasília. Os recursos federais, mesmo com a bancada dividida ideologicamente, não perdem o foco dos investimentos importantes. Sinal de um entendimento cada vez mais altruísta dos nossos representantes no Congresso Nacional. O resultado desses alinhamentos são as obras sendo retomadas pelo estado afora, dando esperança para um futuro pós pandemia.

Tudo parece e realmente está caminhando bem.... mas vem aí as eleições 2020.

A movimentação em torno das disputas municipais esse ano, que tem como alvo certo a sucessão no Palácio Araguaia, pode fazer esse castelo desmoronar. São articulações que podem até parecer tímidas e inocentes, mas não duvidem, são sempre estratégicas e muitas vezes maquiavélicas.

Afinal, as peças que serão colocadas na linha de frente do tabuleiro para as eleições de 2022, são os prefeitos(as) (re)eleitos esse ano. Até porque as peças mais estratégicas já estão devidamente posicionadas nas casas da segunda linha de combate.

Enfim, a simetria na equação “Equilíbrio Fiscal + Harmonia = Desenvolvimento” se torna relativa quando o propósito é o poder, especialmente quando se busca o ‘poder pelo poder’. E já assistimos (e sofremos com) isso num passado não muito distante. Os projetos de poder sempre deixam um triste legado de retrocesso.

No entanto, o eleitor tem a oportunidade e a responsabilidade de separar o Joio do Trigo.