Seminário on-line debate o legado do Movimento Modernista

  • 05/Out/2020 14h37
    Atualizado em: 05/Out/2020 às 14h46).

Entre os palestrantes estão Flora Sussekind, Guilherme Wisnik, Carlos Augusto Calil, Eduardo Escorel, José Miguel Wisnik, Sérgio Carvalho e José Celso Martinez.

O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza, de 19 a 24 de outubro, o Seminário Releituras do Modernismo: O Legado de 22 na Cultura Brasileira.

Pesquisadores e pensadores do modernismo e, sobretudo, dos movimentos artísticos que fizeram parte do movimento, e que atuam em diversas instituições, estarão presentes em mesas temáticas discutindo aspectos deste legado nas diversas expressões culturais brasileiras.

Inicialmente, o Movimento Modernista concentrou-se nas letras, na música e nas artes visuais. Mas, após o fim dessa chamada fase heroica, o leque foi bastante ampliado com a irrupção de uma série de manifestações artísticas e culturais interessadas em retomar e atualizar o legado modernista.

A partir da década de 1950, a Poesia Concreta, A arquitetura moderna, a Tropicália, o Teatro Oficina, o Cinema Novo, o Cinema Marginal, a Poesia marginal, entre outros movimentos artísticos, desdobraram de maneiras agudas e originais as contribuições dos artistas e intelectuais da década de 1920, apropriando-se com orgulho da sua "lição" e reivindicando sempre o seu legado ao pensar os desafios envolvidos na construção de uma arte moderna e ao mesmo tempo nacional/periférica.

Falar sobre o Modernismo a partir das apropriações feitas por esses artistas, grupos e movimentos é um modo de pôr em evidência a riqueza e a diversidade das contribuições da vanguarda de 1922 para a cultura e o pensamento brasileiros. E curiosamente também nos leva a refletir sobre a sua incompletude, isto é, o seu caráter de movimento aberto, plural e dinâmico, sempre por ser refeito e repensado - não por acaso o poeta Waly Salomão disse, nos anos 1970, que a "Semana nunca termina".

Embora tais manifestações tenham ocorrido já há algumas décadas, é importante ressaltar que boa parte dos seus representantes continua viva e atuante, como é o caso de Augusto de Campos, José Celso Martinez Corrêa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e outros. Portanto, falar daqueles movimentos, que continuam vivos, significa ao mesmo tempo refletir sobre a atualidade, entre nós, da cultura modernista que eles souberam reviver e aprofundar.

O seminário tem a curadoria do Professor Doutor Ivan Marques, docente do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da USP e pesquisador do modernismo na literatura brasileira, e faz parte do projeto 3 vezes 22, em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

As inscrições podem ser feitas em sescsp.orgbr/cpf. As vagas são limitadas.

Programação:

Dia 19/10. Abertura: O modernismo e seus desdobramentos

Com Celso Fernando Favaretto, atualmente aposentado, é professor-colaborador no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da FFLCH-USP e no de Educação da FE-USP. Autor, entre outros, de “A contracultura, entre a curtição e o experimental” (2019), n-1 edições.

Mesa 1: Literatura

Com Flora Sussekind, professora de Teoria do Teatro no Centro de Letras e Artes da UNI-Rio e pesquisadora da Casa de Rui Barbosa. Recebeu em 1985 o 27.º Prêmio Jabuti na categoria Autor Revelação por “Tal Brasil, Qual Romance?”.

Com Italo Moriconi, poeta, crítico, antologista, editor. Professor aposentado da UERJ, atualmente atuando como visitante na Unifesp. Acaba de lançar “Literatura, meu fetiche”, coletânea de seus próprios ensaios, pela editora Cepe, Selo Pernambuco.

Com Augusto Massi, professor de Literatura Brasileira na USP desde 1990. Como poeta, publicou Gabinete de curiosidades (em parceria com Lu Menezes. SP: Luna Parque, 2016). Participou da organização de “A ideia e o figurado”, último livro de crítica de Gilda de Mello e Souza (SP: Editora 34/ Duas Cidades, 2005).

Dia 20/10.

Mesa 2: Arquitetura

Com Guilherme Wisnik, é professor livre-docente na FAU-USP. Recebeu o prêmio “Destaque 2018” da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) em 2019. É curador do Pavilhão do Brasil na Expo 2021 em Dubai.

Com Leandro Medrano, professor livre-docente da FAU-USP. Desde 2018 é pesquisador responsável do Projeto Temático Fapesp "Architecture and Urbanism, addressing the social space in the 21st century", realizado em parceria com as universidades: Harvard (EUA), TUDelft (Holanda), UPM (Espanha), ETH Zurich (Suíça) e KTH (Suécia).

Com Luiz Recaman, professor livre-docente da FAU-USP. É mestre e doutor em Filosofia/Estética pela FFLCH-USP. É co-autor do livro "Vilanova Artigas - Habitação e cidade na modernização brasileira", publicado pela Editora da Unicamp, em 2014.

Dia 21/10 .

Mesa 3: Cinema

Com Denilson Lopes, é professor associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor, entre outras obras, de “Afetos, Experiências e Encontros com Filmes Brasileiros Contemporâneos” (2016) e de “Mário Peixoto antes e depois de Limite” (no prelo).

Com Carlos Augusto Calil, cineasta, ensaísta, crítico e professor na ECA-USP. Ocupou o cargo de Secretário de Cultura da cidade de São Paulo. Organizador de “Me esqueci completamente de mim, sou um departamento de cultura” (IMESP, 2016).

Com Eduardo Escorel, diretor, produtor, montador, crítico e professor.

Dia 22/10.

Mesa 4: Artes Visuais

Com Maria de Lourdes Eleutério, doutora em Sociologia e docente da FAAP.

Com Veronica Stigger, é escritora e professora da pós-graduação em Histórias das Artes na FAAP. Doutora em Teoria e Crítica de Arte pela USP. Entre seus livros de ficção publicados, estão Opisanie swiata (2013), Sul (2016) e Sombrio ermo turvo (2019).

Com Frederico Coelho, doutor em Literatura Brasileira pela PUC-Rio. É professor assistente dos cursos de Literatura e Artes Cênicas e da Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade (PPGLCC) do Departamento de Letras da PUC-Rio.

Dia 23/10.

Mesa 5: Canção Popular

Com Walter Garcia, compositor, violonista, é professor do IEB-USP. Autor de “Melancolias, mercadorias: Dorival Caymmi, Chico Buarque, o pregão de rua e a canção popular-comercial no Brasil” (São Paulo: Ateliê Editorial, 2013), entre outros.

Com Pedro Duarte é professor doutor de Filosofia pela PUC-Rio. Ocupou a Cátedra Fulbright de Estudos Brasileiros na Universidade Emory (EUA, 2020). É autor do livro “A pandemia e o exílio do mundo” (Bazar do Tempo, 2020), “Tropicália” (Cobogó, 2018), entre outros.

Com José Miguel Wisnik - escritor, músico e professor sênior de literatura brasileira na USP. É autor de canções e de música para dança, cinema e teatro, com extensa e intensa parceria com o Teatro Oficina.

Dia 24/10.

Mesa 6: Teatro

Com Sérgio de Carvalho, dramaturgo, encenador e pesquisador de teatro, diretor do grupo artístico Companhia do Latão. É professor livre-docente na USP, no Departamento de Artes Cênicas, na área de dramaturgia. É diretor do TUSP, vice-diretor do Centro Universitário Maria Antonia.

Com Gilberto Figueiredo Martins, doutor em Literatura Brasileira e professor de Teoria da Literatura na Unesp. Em estágio de pós-doutorado/Unicamp, pesquisou as relações entre teatro e religião no Brasil.

Autor do livro “Estátuas invisíveis - Experiências do espaço público na ficção de Clarice Lispector” (Edusp/Nankin, 2010).

Com Luiz Fernando Ramos é professor titular do Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP, na área de História e Teoria do Teatro. É dramaturgo, encenador e documentarista. Foi crítico de Teatro da Folha de S. Paulo (2008-2013).

Encerramento: José Celso Martinez.

Serviço:

Seminário Releituras do Modernismo: O Legado de 22 na Cultura Brasileira

De 19 a 24/10, segunda a sábado, das 18h30 às 20h30

R$ 70,00 / R$ 35,00 / R$ 21,00