Começando por Luzimangues, Operação Integrada de Fiscalização cobrirá áreas em quatro municípios no final de semana

  • 26/Set/2020 10h37
    Atualizado em: 26/Set/2020 às 10h42).

Autoridades querem inibir surgimento de novos focos de queimadas, mesmo com as primeiras chuvas. Portaria proíbe incêndios florestais no Tocantins


As cidades de Palmas, Porto Nacional, Barrolândia e Miracema estão na mira da Operação Integrada de Fiscalização Contra as Queimadas. Os trabalhos começaram na manhã dessa sexta-feira, 25, no Distrito de Luzimangues, que é ligado a Porto e fica 8 km da Capital.

Representantes dos órgãos de fiscalização e de combate definiram as estratégias, apontaram as direções e formaram as equipes que vão atuar durante todo o final de semana. O foco são possíveis autores de incêndios florestais na zona rural e nas cidades.

Segundo lembrou o Tenente-Coronel Erisvaldo Alves, coordenador-adjunto da Defesa Civil Estadual, “todas as formas de uso do fogo seguem proibidas no Tocantins até o dia 13 de novembro, conforme Portaria do Naturatins. Ou seja, continua sendo crime iniciar queimadas”.

“Historicamente, com a mudança do clima, a gente percebe que nas primeiras chuvas, algumas pessoas tendem a colocar fogo para renovar o pasto e áreas de plantio. E é nesse momento que a gente vai fiscalizar com os órgãos ambientais para, se for o caso, penalizar o infrator”, destacou Alves.

A Defesa Civil Estadual relatou que, do dia 01 até este dia 25 de setembro, foram registrados 30 focos de calor em Palmas. O número é exatamente igual ao mês de setembro do ano passado.

No comparativo ano a ano, 2020 tem 23,24% menos focos que o ano passado, ou seja, 8.768 focos, contra 11.422. “A situação em termos de focos é confortável no estado. Hoje temos informações de que nos parques e áreas de preservação que são de responsabilidade do Estado, a situação está controlada. Não há grandes focos nas aéreas urbanas, nem na capital, e nem no interior”, afirmou o tenente-coronel.

A Operação Integrada de Fiscalização conta com a participação do Corpo de Bombeiros Militar, Naturatins, BPMA, 22º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro, GMP, Ministério Público Estadual, Instituto de Criminalística, guardas e fiscais ambientais de Porto Nacional, Guarda Metropolitana de Palmas – Ambiental, além da Marinha do Brasil.

O procurador de Justiça, José Maria, coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça com Atuação Ambiental no Estado, destacou a ação integrada de fiscalização, onde se executa um trabalho abrangente e que redunda em elementos para futuros processos do MPE.

“A grande maioria dos incêndios é provocada, mas há uma dificuldade de se pegar o flagrante. Daí a importância de se chegar imediatamente aos locais, verificar os vestígios se foi acidental, proposital, onde o fogo começou, se ele se destina a preparar área para plantio, ou vandalismo. Todas essas questões podem ser apuradas por meio de investigação, e peritos criminais vão investigar os casos relatados pelos fiscais, e as informações vão para o MPE que vai instaurar medidas criminais ou cíveis”, pontuou.

A Capitania dos Portos Araguaia – Tocantins (Marinha do Brasil), vai atuar dentro do Lago, percorrendo nas duas direções até a Usina Luís Eduardo Magalhães, e a Ponte, em Porto Nacional.

O comandante do 22º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro, Coronel Carlos Brusch, revelou que o órgão atua no combate ao fogo com 300 soldados, capacitados pela Defesa Civil Estadual como brigadistas.

“Esses brigadistas estão preparados e estamos atuando em toda a área do entorno de Palmas e nas áreas de Proteção Ambiental”, afirmou o comandante.(Fonte: Ascom/CBMTO)