Desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental

  • 17/Ago/2020 18h23
    Atualizado em: 17/Ago/2020 às 18h27).

*Por Levy Seiya Maeda

Há anos, sabemos que processos industriais e a maioria das atividades humanas interferem diretamente no equilíbrio da natureza e causam diversos danos ambientais. Esse é um problema que envolve todos os setores, em especial o mundo dos eventos e por esse motivo, empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade socioambiental têm investido em medidas que menos afetam o bem-estar do planeta.

Obviamente, em uma sociedade hipermoderna, em que o consumo e a industrialização acompanham o crescimento populacional e a evolução tecnológica e acabam se transformando em uma necessidade para a maioria, pensar nas consequência desses hábitos é algo pouco recorrente, porém, para garantir um futuro possível, é necessário refletir sobre o que tem sido feito hoje e quais serão os reflexos negativos, tanto no meio ambiente quanto no âmbito social e econômico.

Os aspectos ambientais, sociais e econômicos constituem o tripé do desenvolvimento sustentável e ao observar os resultados das atividades humanas sob essas perspectivas, é possível enxergar o que temos feito de errado hoje, o que vai ser gerado nessas esferas e o mais importante, como podemos evitar os maiores estragos, já que essa estrutura sustenta o mundo. Quando falamos de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, estamos ajustando o foco em quais são as ações que podem proteger vidas, preservar recursos para os próximos anos e gerações, além de compreender como rentabilizar a partir de técnicas que atendam a lei e a ética.

Do ponto de vista econômico, a preservação da natureza é essencial, pois ela serve como fonte de matéria-prima para a cadeia produtiva. Portanto, para garantir a origem dos recursos, o maior desafio das organizações hoje, é trazer a sustentabilidade para tomada de decisões, processos e cultura organizacional, para que os instrumentos naturais deixem de ser utilizados como se não houvesse amanhã.

Potências mundiais com pensamento exponencial, assim como a Alemanha, por exemplo, já não investem em empresas que não atuam com desenvolvimento sustentável. Uma das principais exigências de investidores dessas nações é haver um plano que envolva medidas ecoeficientes, que tenham ligação com a população do local explorado e que haja políticas competentes para colocar em prática essas ações.

Desde a metade dos anos 90, com a declaração de Sachs, o desenvolvimento sustentável é apoiado não mais por três pilares, mas sim por cinco, que são medidas ambientais, sociais, econômicas, culturais e políticas. Dessa forma, instituições têm praticado a teoria a partir de atividades importantíssimas, como o alinhamento das exigências de seu consumidor, investimentos em interesses sociais, extração de recursos com menor interferência na vida animal, ações com menores prejuízos na natureza, construção e disseminação de atitudes positivas e solidárias, entre outras maneiras de prosseguir com esse desenvolvimento.

Entre as instituições de mineração ou entidades governamentais, além do setor B2C, com a presença forte de empresas do ramo de cosméticos e moda, encontramos agora a iniciativa entre os organizadores de eventos com o desenvolvimento sustentável, com ações que vão desde a escolha confiável de fornecedores, material, local, até a inspeção simultânea de como aquela festa ou cerimônia tem afetado o meio ambiente e a população envolvida. Essas atitudes não são apenas uma opção, elas são necessárias e urgentes, pois a área de serviços é uma das mais importantes na economia nacional e para não perder mercado e oportunidades, gestores exponenciais enxergaram na responsabilidade socioambiental o caminho para o crescimento consciente e responsável, com um futuro próspero.

*Levy Seiya Maeda é sócio fundador e diretor da Villa Mandacaru, empresa especializada na realização de casamentos sustentáveis. www.villamandacaru.com.br