Secretário da Saúde de Palmas vai à Câmara e apresenta prestação de contas do 1º quadrimestre de 2020

  • 30/Jun/2020 15h19
    Atualizado em: 30/Jun/2020 às 15h21).

O secretário Municipal de Saúde de Palmas, Daniel Borini Zemuner, participou nesta terça-feira, 30, de Audiência Pública realizada pela Câmara Municipal da capital, onde apresentou o Relatório de Prestação de Contas do 1º quadrimestre de 2020, sobre as Ações e os Serviços de Saúde da Gestão dos Programas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o balanço, as receitas do primeiro quadrimestre foram de mais de 81 milhões, enquanto as despesas totalizaram um valor um pouco superior a 75 milhões. O relatório apresentado pelo secretário, traz também um detalhamento específico sobre as ações relacionadas ao covid-19, referente aos 100 primeiros dias. Esse enfrentamento teve orçamento de mais de 26 milhões remanejados, oriundos de recursos de aportes financeiros recebidos e créditos extraordinários.

Neste período, conforme o relatório, a capital contabilizou 1.665 casos confirmados de covid-19, 981 pacientes já recuperados e 17 óbitos, o que gerou uma taxa de letalidade de 1%. A ocupação de leitos clínicos e de UTI está, atualmente, em 47,62%.

Ainda no relatório, verificou-se que houve uma queda na procura por atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), a exemplo da UPA da região sul, que teve mais de 14 mil atendimentos em fevereiro e chegou a pouco mais de cinco mil em abril. “Temos nossas UPAs funcionando normalmente, com estrutura e equipe profissional, mas apesar disso as pessoas têm procurado menos, possivelmente por receio em contrair o Covid-19. O que percebemos também é que essa diminuição é de casos classificados como verdes, ou seja, casos leves, que tinham o hábito de buscar a UPA como porta de entrada para o atendimento. Então são consultas que podem e devem ser atendidas na atenção primária”, explicou o gestor da pasta.

O presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Covid-19, vereador Erivelton Santos (PV), destacou os trabalhos da Frente e criticou a ausência do secretário de Saúde nas reuniões realizadas por ela. “Visitamos UPAs, unidades de saúde, conversamos com órgãos de classe e usuários do sistema. Realizamos reuniões ‘online’ e não tivemos a participação do secretário, que só está aqui hoje, por obrigação. Mas vou apresentar hoje o relatório da Frente para os vereadores e para o secretário, com nossa contribuição e sugestões para o combate a Covid-19. Neste momento é extremamente necessário fortalecer o SUS”, ressaltou Erivelton.

Já os vereadores Folha Filho (Patriota) e Lúcio Campelo (MDB) comentaram sobre o atendimento que receberam após terem sido diagnosticados como positivos para a doença, além de elogiarem os servidores da saúde pelo serviço prestado. “O atendimento da saúde está de parabéns, desde o atendimento psicológico à atendente que liga de três a quatro vezes por dia para saber como você está. Então deixo aqui meu agradecimento especial a todos os servidores da saúde”, concluiu Folha.

Por outro lado, Milton Neris (PDT) cobrou a realização de mais testes, em especial para as pessoas com sintomas leves ou moderados. Sobre esta demanda, o secretário respondeu que há três tipos de testes sendo feitos na capital, porém eles têm limitação, já que o teste PCR só pode ser feito entre o terceiro e o sétimo dia de sintomas, caso contrário, pode gerar o “falso negativo”. Já os demais testes são de anticorpos e o organismo só gera anticorpos após o sétimo dia de sintoma. “Estamos testando casos assintomáticos, sim, como profissionais de saúde, integrantes das polícias civil e militar e servidores do sistema prisional. Todos esses são testados assintomáticos”, garantiu Borini. (Com informações da Dicom)