Brilha no céu mais uma estrela!

  • 01/Jun/2020 10h15
    Atualizado em: 01/Jun/2020 às 10h18).

*Por Joana Castro

Dizer adeus àqueles que amamos é uma das coisas mais difíceis da vida. Porque o adeus é a certeza da saudade, do vazio. Por mais que seja um processo natural não estamos preparados para despedidas. E nesse domingo cinzento, entre tristeza e dor, as lembranças de décadas de convívio com a jornalista Kibb Barreto são inevitáveis. Shislene de Sousa Barreto, não foi apenas uma colabora deste veículo de comunicação, era amiga e foi esta relação de irmandade construída por ela e Salomão que me deu o status de cunhada e posteriormente comadre.

Muitos não sabem quem foi Kibb Barreto, mas vou tentar contar um pouco dessa história. Em 1988, com a criação do Tocantins, Salomão Wenceslau veio para o Estado para fundar o O Jornal. Grandes amigos, os então jornalistas do Diário da Manhã, em Goiás, Kibb Barreto, Lincoln Jr e Marli Santos também embarcaram neste sonho. Como Miracema era a Capital provisória do Tocantins e naquela época estava recebendo gente de todos os Estados, o quarteto optou por instalar-se em Miranorte. Com a construção de Palmas, O Jornal transferiu a sua sede para Capital do Tocantins.

Não só viram Palmas nascer e crescer, mas acompanharam esta terra transformar-se em um canteiro de obras, reportaram as primeiras histórias, noticiaram fatos, o desenvolvimento, a política, testemunharam a criação do Tocantins. Após um longo período no O Jornal, por problemas de ordem pessoal, Kibb resolveu retornar para Goiânia, terra natal. Em 1995 voltou para Palmas e para este veículo, onde assinou por vários anos a coluna Toc com Kibb Barreto. Foi no Tocantins que consolidou sua vida profissional, se destacou no jornalismo Cultural, virou colunista, assessora, trabalhou com políticos, assumiu a gestão da RedeSat. Foi também esta terra que escolheu para viver, construir sua vida, criar os filhos, tornar-se tocantinense.

Dona de uma alegria ímpar, extremamente extrovertida, companheira e acima de tudo solidária com os colegas e amigos. Sinto-me órfã, mas me consola saber que Kibb nos deixou para descansar. Imagino-a contando ao Salomão os últimos acontecimentos da política, os bastidores. Haja “Dedo de Prosa” para colocar o papo em dia. Diga ao Salomão que por aqui o seu sonho continua vivo e estamos fazendo o nosso melhor em O Jornal. Obrigada minha amiga Kibb, pelos anos de convivência. Obrigada pela alegria. Que você continue a brilhar, só que agora no céu.