Palmas, 31 anos de desafios e conquistas

  • 20/Mai/2020 07h07
    Atualizado em: 20/Mai/2020 às 07h10).

*Por Ricardo Abalém Jr.

31 anos se passaram entre o lançamento da Pedra Fundamental de Palmas, sua instalação e sua consolidação.

Em 20 de maio de 1989 comemorávamos o nascimento dessa promissora cidade, embora tenha sido somente em 1º de janeiro de 1990 que se oficializou sua criação. A mágica transferência administrativa do pequeno município de Taquarussu do Porto para a capital definitiva de todos os tocantinenses mudava o cenário de uma região há muito esquecida. Estado novo, Capital nova. Iniciava uma nova era.

A partir daquele momento, brasileiros de todas as regiões dariam as mãos para construir no meio do cerrado uma bela cidade e nela realizar seus sonhos. Uma cidade forjada pelas mãos e o suor de sua gente e uma cultura a ser formada na diversidade de tradições e pensamentos.

Uma cidade que já nasceu lutando por sua autonomia. Autonomia outorgada pela força dos pioneiros que aqui fincaram raízes. Uma cidade que veio para coroar uma luta secular e a visão estadista de grandes líderes, se fazendo irreversível pela vontade popular.

Lutas e desafios marcaram toda a trajetória dessa cidade ainda menina, assim como a vida de cada palmanse aqui. A criação de Palmas estava mesmo predestinada, assim como a vinda de cada um de nós. Para ser concebida, a nova capital travou sua primeira batalha – através de seus idealizadores – com outras importantes cidades tocantinenses como Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Miracema. Venceu, mesmo quando só uma minoria acreditava.

Os primeiros passos se deram sob a tutela praticamente total do Governo do Estado, mas aos poucos as ações e responsabilidades inerentes ao município foram sendo transferidas para a Prefeitura que só conseguiu mesmo a autonomia administrativa do Plano Diretor e seus distritos em janeiro de 1993.

Ainda em 1991, Palmas passou por outro grande desafio, a possibilidade de perder sua autonomia como Capital Tocantinense. Uma verdadeira Guerra Fria nos bastidores do poder. Venceu também essa luta. Uma vitória conquistada pela persistência dos pioneiros e a força dos tocantinenses que dia após dia abraçavam cada vez mais firmes Palmas como sua capital.

Ao final de 1992, ainda sob sua primeira Gestão Municipal e já tendo experimentado duas Gestões Estaduais, Palmas já era irreversível. Sua primeira eleição demostrou claramente isso. Candidatos de situação e oposição, eleitores livres e um resultado democrático. Em todos os processos eleitorais de Palmas a vontade popular (certa ou errada) sempre prevaleceu. Certamente esse pilar democrático permitiu ao povo empreender e acreditar que um futuro melhor seria possível.

Temos uma linda história de conquistas que enche de orgulho cada cidadão. As grandes obras como o Grande Lago de Palmas, as largas e planejadas avenidas e seus canteiros que nos brindam com suas cores exuberantes nos dão a certeza que estamos construindo juntos a cidade que sonhamos. Vencemos grandes desafios e concluímos importantes etapas, estamos prontos para os próximos rounds.

Sonhos foram realizados. Perdemos valorosos amigos, mas a cada novo palmense que nasce, com ele renasce nossa esperança e fortalece nossa fé na certeza que valeu a pena sonhar e lutar. Alcançamos a maturidade.

Maio de 2020 é, sem dúvida, o aniversário mais silencioso que já tivemos. Um momento ímpar na história da humanidade. Vivemos uma pandemia que se agiganta a cada dia, especialmente quando números se transformam em nomes.

Hoje precisamos nos dar as mãos novamente. Dessa vez não para edificar obras físicas, mas para salvar vidas. Que Deus nos permita equilíbrio e presenteie Palmas e o planeta com o controle dessa doença. Juntos construímos essa cidade e juntos vamos vencer essa crise.

Nesse 31º aniversário quero parabenizar a todos os pioneiros, a todos os cidadãos palmenses que acreditaram e ajudaram a construir essa cidade, e peço licença para fazer isso na pessoa do idealizador e fundador de Palmas, José Wilson Siqueira Campos. Que todos os valorosos homens e mulheres que deram sua parcela de contribuição sintam-se homenageados. Parabéns e se cuidem!

Ricardo Abalém Jr.
Editor Responsável do O Jornal